O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 25/10/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada a história de uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, a realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que são crescente os casos de maus tratos aos animais nos laboratórios brasileiros. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como a omissão governamental e a falta de empatia.
Diante desse cenário, cabe pontuar como fator determinante a falta de fiscalização. A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia só sistema jurídico brasileiro – garante a proteção aos animais. Todavia, apesar de ser um direito presente na teoria, na prática não é o que acontece, visto que falta fiscalização para coibir o uso irregular de animais nos laboratórios, pois muitas empresas não seguem às normas adequadas e utilizam de praticas extremamente cruéis em seus testes e não são supervisionadas. Assim, é preciso que o Poder Público atue urgentemente nesse problema para que os direitos presentes na constituição sejam cumpridos.
Além disso, é preciso atentar para falta de empatia presente na questão. Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida” define a sociedade atual como extremamente individualista. Tal postura é claramente perceptível no consumo de produtos de beleza testados em animais, visto que já são comercializadas no Brasil várias marcas de cosméticos veganos – que não usam esses testes – .Porém a população não se atenta para isso e acaba levando em consideração, muitas vezes, somente outros fatores como o preço, para comprarem tais produtos. Dessa forma, sem a empatia necessária, esse problema se solidifica e se perpetua.