O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 24/02/2022

O filósofo alemão Arthur Schopenhauer afirma que o homem tornou a Terra em um inferno para os animais. Essa afirmação pode ser facilmente aplicada ao uso de animais em pesquisas científicas, uma vez que o uso desses seres vivos em testes é uma prática comum no mundo científico e transforma a vida deles em sofrimento. Dentre as causas desse quadro estão a objetificação de animais e o silenciamento.

Vale ressaltar, primeiramente, que a coisificação de animais gera a ideia de que esses seres vivos são objetos de lazer e decorativo para os homens e que, por isso, podem ser utilizados para suprir suas necessidades, como cobaias para experimentos. Um exemplo disso foi mostrado no trabalho audiovisual “Salve o Ralph” por meio do protagonista, que é cobaia de cosméticos. Apesar de ser um desenho infantil, a mensagem deste trabalho é séria e expressiva ao ponto de entender o quão sofrido é para aqueles que não conseguem se comunicar e são vítimas desses atos. Infelizmente, esse é um problema social e presente no campo científico.

Ademais, o silenciamento diante das consequências desses atos é uma causa latente do problema, já que o acesso informacional referente aos efeitos desses atos é desconhecido até para especialista, mas isso não impede a continuação dessa prática. Nessa lógica, o filósofo Kant afirma que o ser humano é a educação que teve. Nessa perspectiva, se há um problema social, há como base uma falha educacional. No que tange à problemática, verifica-se uma forte influência dessa causa, visto que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter e prevenir o problema, pois não tem trazido os malefícios de experimentos em animais para as salas de aulas, gerando um ciclo vicioso de desinformação e de ações errôneas para saúde ambiental.

Portanto, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente, junto com a ANVISA, reformule a lei que aborda os testes de animais e suas punições, juntamente com a participação de veterinários e de biólogos para fiscalizar empresas e cuidar dessas vítimas. Tal ações devem ser divulgadas para a sociedade por meio de redes sociais, como Instagram, com o objetivo de conscientizar e informar sobre a gravidade desse problema.