O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 04/03/2022

Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas fizeram testes de medicamentos diretamente em seres humanos. Embora essa ação tenha gerado descobertas científicas, foi um ato repugnante que nunca mais deveria ser repetido pela humanidade. Nesse sentido, a alternativa para o avanço necessário da medicina é realizar testes em animais. Porém, ainda assim, os testes precisam passar por protocolos rigorosos para evitar o sofrimento das cobaias e o Poder Público precisa garantir que esses protocolos sejam cumpridos.

Quanto às normas, existem experimentos em que o animal é anestesiado antes de receber a medicação experimental e, ao final da ação do remédio, a cobaia é sacrificada evitando todo o sofrimento advindo dos efeitos colaterais da droga. Por outro lado, testes como esses são caros e nem todos os pesquisadores fazem a opção de respeitar a vida, como foi o caso do Instituto Royal. Infelizmente, segundo parte da população de São Roque (SP), esse instituto maltratava cães beagle em desacordo com as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o que levou a um conflito entre os ativistas e a empresa em questão.

No que tange a necessidade desse tipo de abordagem, a pesquisadora Silvana Gorniak alega que alternativas como a cultura celular não possuem a complexidade suficiente para testar medicamentos como antidepressivos e anticancerígenos. Tendo em vista que a humanidade precisa dos avanços científicos na área da saúde, pois, como exemplo, tem-se a pandemia de COVID-19 que está sendo vencida graças às vacinas desenvolvidas, os experimentos com cobaias precisam continuar.

Em suma, por mais que os testes em animais sejam necessários, é imprescindível a fiscalização adequada dessas pesquisas. Para isso, a ANVISA deveria, por meio de visitas surpresas, monitorar todos os institutos que fazem testes em cobaias. A partir dessas visitas, caso se verifiquem experimentos em desacordo com as normas da ANVISA, o instituto responsável deveria ser punido com multas e interrupção dos trabalhos. Dessa forma, os pesquisadores teriam mais respeito aos protocolos evitando casos como o do Instituto Royal.