O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 10/06/2022
O uso de animais em pesquisas e testes científicos ocorre desde os primórdios da medicina, sendo essencial para o desenvolvimento de vacinas e remédios, desde que seja mantida a ética e a humanidade. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes a serem discutidos: a necessidade do uso de animais em laboratórios e os métodos utilizados para evitar o sofrimento animal.
Em primeira análise, evidencia-se a importância do teste in vivo para a produção de remédios e vacinas. A pesquisadora do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomedelos, Maria Dória, diz que: “O quantitativo de animais utilizados — e que devem ser utilizados de forma ética, de maneira que eles não se estressem e evitando o seu sofrimento — é muito inferior à quantidade de animais e de pessoas que serão beneficiados”. Dessa forma, é preciso avaliar que a utilização de animais em laboratórios é indispensável, visto que o risco de haver reações graves é alto, não sendo viável para a ciência sacrificar pessoas para salvar outras pessoas.
Além disso, foram desenvolvidos métodos e leis para amenizar o uso e o sofrimento de animais em testes cientfícos. Desse modo, a pesquisadora do ICTB, Etinete Nascimento, afirma que a ciência de animais de laboratório é regida pelos “3Rs”: redução, refinamento e substituição - que de forma resumida significa a redução do uso de animais, a minimização do sofrimento animal ao mínimo possível e a busca por testes que substituam o teste in vivo. Consoante a isso, os cientistas sempre buscam caminhos éticos e humanos, fornecendo todo suporte necessário às cobaias. Mas também, possibilitam à ciência a redução do teste in vivo, desenvolvendo bancos de dados de reações e toxicidade de compostos e melhorando testes a nível celular.
Depreende-se, portanto, que os animais ainda são necessários para a ciência. Porém, medidas devem ser tomadas para mitigar o seu uso. Dessa maneira, cabe ao Ministério da saúde, responsável pela manutenção da saúde no país, incentivar o desenvolvimento tecnológico da ciência, por meio de investimentos em métodos alternativos, a fim de promover a diminuição dos testes in vivo, garantindo, assim, o desenvolvimento da ciência sem compromoter vidas animais.