O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 09/08/2022

Segundo o empresário norte-americano Steve Jobs, “A tecnologia muda o mundo”. Entretanto, apesar das inúmeras tecnologias disponíveis no mercado, a indústria farmacêutica e cosmética persiste no uso incoerente de animais em pesquisas e testes científicos. Diante disso, é preciso reverter esse cenário o qual é motivado pela falta de respeito à vida e ausência de apropriadas fiscalizações em laboratórios.

Em primeira análise, com o propósito de melhorar o bem-estar humano,

criou-se um ideal antropocêntrico, no qual os animais existem apenas para servir o homem. Em vista disso, segundo o físico Albert Einstein, “É mais fácil mudar a natureza do plutônio do que mudar a natureza maldosa do homem”. Todavia, esse ideal vem sendo cada vez mais desconstruído pela sociedade e analisado, para encontrar caminhos favoráveis entre a vida dos animais e a ciência.

Além disso, é importante ressaltar a falta de fiscalização nos laboratórios do país que intensificam os problemas do uso de animais para experiências científicas. Sob essa ótica, segundo a Lei de Crimes Ambientais, há pena de detenção de três meses a um ano para quem “realiza a experiência dolorosa ou cruel em um animal vivo”. Dessa maneira, apesar da existência de leis e penalidades para os criminosos que se comprometem com tais ações, é preciso persistir na fiscalização rígida nos laboratórios do país.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo - responsável pelo bem-estar social - invista na fiscalização de laboratórios, por intermédio de novas penalidades e leis que visem dificultar os maus-tratos aos animais, a fim de construir uma sociedade mais colaborativa e menos antropocêntrica.