O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 21/03/2023
O livro “A revolução dos bichos” de George Orwell, conta a história de um conjunto de espécies que se juntaram e se revoltaram contra os maus tratos sofridos por humanos. Nesse sentido, tal panorama pode ser associado ao uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil, questão que gera a extinção e mortalidade de inúmeros deles. Desse modo, não só a indolência do governo, mas também a banalização pública contribui para a naturalização desse óbice.
Com efeito, frisa-se que o descaso estatal é um dos maiores fatores que agravam o uso de animais em estudos científicos. Diante disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) é um órgão responsável por salvaguardar essas espécies. Contudo, a negligência do governo, o qual atua com a falta de fiscalização nas empresas que realizam essa prática, afeta a efetividade do papel dessa instituição e ocasiona a persistência do viés. Sob essa ótica, lembra-se da pandemia da Covid-19, em que foram utilizados ratos objetivando comprovar a eficácia de remédios, alegando que caso as pesquisas não fossem feitas neles, seriam aplicadas em idosos. Assim, fica nítido déficit no sistema de proteção às espécies.
Ademais, salienta-se a banalização pública decorrente da busca constante por lucro no mercado. Nessa perspectiva, pontua-se a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, em que se corrobora que os direitos dos cidadãos valem tanto quanto os das espécies exploradas. Todavia esse fator não é notado na sociedade, visto que o indivíduo se considera superior aos animais, configurando o ideal de “especismo”. Em suma, essa falta de importância humana é ampliada por questões econômicas, em que se utilizam dos bichos para conquistar fontes de renda, como substâncias químicas para venda.
Portanto, é dever do governo federal, na condição de garantidor do progresso nacional, promover medidas para sanar essa adversidade. Para tanto, é necessária a conscientização popular, por meio da destinação de verbas para as mídias e escolas almejando o oferecimento de palestras e documentários sobre o tema, bem como, a criação de leis mais punitivas para a apreensão dos praticantes dessa questão. Logo, se visará a maior vitalidade e bem-estar dos animais e uma visão oposta à perpetuada pelo livro de George Orwell.