O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 08/12/2023
A cada ano, não somente no Brasil mas no mundo todo, novos produtos, pesquisas e tratamentos surgem e se desenvolvem. E no que concerne a essas coisas, boa parte delas foram comprovadas por meio de experimentos com animais, principalmente pelo motivo de serem organismos vivos e com certas semelhanças fisiológicas em relação aos humanos, entretanto, com as atuais tecnologias não se têm mais motivos para que a experimentação com cobaias continue.
Nesse cenário, desde muito tempo, os animalejos sempre foram utilizados como objetos de pesquisa, partindo-se da Antiguidade Clássica, em que gregos faziam vivissecções para o estudo da anatomia, até a atualidade. Muitos defendem ainda o uso de bichos pelo motivo de que eles possuem um funcionamento de seus corpos similiar a das pessoas, além de que algumas espécies como os camundongos, têm 99% dos genes sendo semelhantes aos de humanos. Todavia, as experimentações trazem sofrimento aos animais, pois nelas, esses seres são submetidos a substâncias que causam alergia, inflamação e outras reações até mesmo mortais.
Em virtude disso, outras alternativas para se fazer experimento sem bichos foram feitas. Atualmente, inúmeras empresas e instituições possuem tecidos em 3D que simulam o funcionamento histológico de órgãos como pele, olhos e mesmo intestino. Além disso, em pesquisas mais complexas envolvendo vários sistemas, há o “Human-on-a-chip”, que é um chip que simula vários órgãos, e mesmo softwares que analisam possíveis efeitos de uma determinada substância.
Diante disso, a solução, que são as alternativas, já existem, o que falta em si é a capacitação de profissionais aptos para usarem essas alternativas, que pode ser estimulada por meio de programas de ensino criadas pelo Governo Federal em instituições de educação pública, além de também uma mudança nas escolhas experimentais de teste, por meio da criação de incentivos para empresas que não utilizam animais como cobaias.