O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 28/03/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas More - retrata uma civilização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. No entanto, tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea no tocante ao problema do uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Nesse sentido, há de se combater não só a negligência estatal, bem como a desinformação.
Em primeiro lugar convém ressaltar que a indiferença do Estado é um potencializador do imbróglio. A respeito disso, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Contudo, contrariando tal máxima, as leis existentes não são suficientes para barrar as atividades de maus tratos, bem como a frágil fiscalização permite que várias regras sejam burladas na aplicação dos testes científicos. Assim, é incoerente que uma nação que almeja tornar-se desenvolvida mantenha descaso com o sofrimento dos seres vivos.
Outrossim, a falta de informação é outro complexo dificultador. Nesse contexto ,consoante o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Assim sendo, desconhecendo as irregularidades que ocorrem com os animais nos testes científicos, a população não cobra as autoridades por mais melhorias, como investimentos tecnológicos, a fim de encontrar outros métodos em substituição aos mamíferos.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas, a fim minimizar o imbróglio. Para tanto, é papel do Governo Federal promover a regularização dos testes científicos, mediante envio de fiscais periodicamente aos laboratórios, com o intuito de verificar se os métodos empregados estão de acordo com as normas. Ademais, as mídias digitais devem veicular debates sobre o tema para que o corpo civil fique esclarecido e venha cobrar as autoridades sobre métodos alternativos que podem ser utilizados.