O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 08/05/2021
Modernidade exclusiva
O contexto histórico do período Modernista literário brasileiro, revela um avanço das instalações de transportes públicos. Em contraste, essa intenção prevaleceu apenas em ambientes polarizados, e os espaços interioranos foram deixados em um segundo plano que até os dias de hoje não se concretizaram totalmente. A proibição de veículos de tração pela legislação nacional apresenta uma contradição, uma vez que, retirar um meio de locomoção de parte da populção sem um retorno funcional torna-se indecoroso.
Com a geração de 1930, é idealizado uma sociedade singular e moderna, sendo assim, projetos governamentais passaram a buscar uma melhor sistematização para ligações urbanas, como a projeção de meios de transporte. Entretanto, a vida campestre não entrou em foco e a maneira encontrada por esses habitantes foi a permanência do uso de animais a fim de se deslocarem. Dessa forma, muitas famílias do meio rural ainda não possuem o acesso aos transportes coletivos, visto que as extremidades do país são muitas vezes dispersadas do plano político que mira em melhorias estruturais das capitais.
Deve-se ressaltar que, o uso de charretes no Estado já foi negado, portanto, se opor a essa decisão é considerado crime. Não obstante, homens que desviam dessa lei, utilizam veículos conduzidos por animais como uma recorrência necessária, já que a falta de ações efetivas de autoridades evidencia um descaso de como essas pessoas deveriam se sustentar. Em regiões descentralizadas o comércio se encontra distante, uma reposição de qualidade nesses meios é necessário para uma melhor acessibilidade, porém, não acontece com frequência. Dessa forma, cidadãos são punidos ao utilizarem uma das únicas soluções para uma sustentabilidade familiar.
Em suma, as possibilidades de transporte para as comunidades de zonas rurais e de baixa renda são diminutas. A proibição de carroças e charretes são prejudiciais quando outras alternativas não lhes são providas. Ademais, podendo ou não concordar com o conteúdo aqui exposto, o modernismo industral econômico aconteceu e continua acontecendo nos centros urbanos, sem uma visão ampla das diferentes realidades que o Brasil encara.