O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 07/06/2021
É de conhecimento geral que no Brasil a pobreza predomina, e com isso gera diversas consequências sociais. Dessa forma, um dos problemas persistentes na sociedade brasileira refere-se aos maus tratos a animais, em que aqueles que não podem pagar por um automóvel se veem obrigados a usar equídeos e bovinos para a tração de carretas, conhecidas popularmente como carroças e charretes. Sob tal égide, há motivos para que haja a proibição de veículos de tração animal, tais como o alto custo da manutenção do animal e da objetificação de uma vida.
Nesse contexto, é possível relacionar a fronteira da Holanda com a Bélgica com o uso de veículos de tração animal no Brasil, visto que a divisa entre os países baixos não tem importância política, mas é defendida pelos habitantes: eles dizem que se não fosse isso, a cidade seria um lugar qualquer. Dessa maneira, a utilização de animais como instrumentos de locomoção e de transporte de carga definem a sociedade brasileira em meio a fronteira entre os ricos e os pobres. Assim, a utilização de carroças e charretes surge devido às necessidades de populações mais carentes, que não tem condições financeiras de se manter. Logo, a maioria, senão todos, são abandonados após anos de trabalho escravo e excessivo para simplesmente morrer, pois não tem como cuidar de equídeos e/ou bovinos, já que tem altos custos com profissionais veterinários, com a alimentação e com os cuidados médicos
Segundo a Lei nº 10.531, de 10 de setembro de 2008, ficava proibido em Porto Alegre, a partir de 8 anos após sua publicação, veículos de tração animal pela cidade, porém até hoje as ruas são cercadas de pessoas desafiando a lei com seus animais de tração. Portanto, não basta criar leis para acabar com os maus tratos aos animais, pois infelizmente, está na cultura do brasileiro não se importar com o sofrimento de cavalos e bois subnutridos, espancados, sem conforto, sem carinho, sem descanso, já que trabalham dia e noite, e à beira da morte. Como resultado, os seres humanos não conseguem diferenciar automóveis de vidas, e a cada ano que passa menos esperança resta para esses animais que vivem só para trabalhar e morrerem de maus tratos.
Por conseguinte, há evidências que o Brasil tem divisão de classes sociais refletida no meio em que têm para se locomover os pobres, com o uso de animais, e os ricos, com seus veículos motorizados. Nesse sentido, cabe ao Governo formalizar o meio de transporte, o qual atenderia toda a região de cada Estado, inclusive nos entornos, a partir da maior distribuição de ônibus e da possibilidade de incluir dentro da locomoção, compartimentos para colocarem suas bagagens. A fim de garantir os direitos à vida dos animais, faz-se necessário que todos mudem o modo de agir no dia a dia, começando pelo simples ato de não permitir que haja animais na rua trabalhando e sofrendo para serem descartados.