O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 09/05/2021
O filme “Spirit - O corcel indomável” retrata a história de um cavalo selvagem que viveu toda sua vida livre, até ser capturado, vendido e maltratado por humanos. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, mesmo após a Revolução Industrial ter originado novas máquinas e transporte de carga, os veículos de tração animal ainda são constantes no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a omissão legislativa e a falta de debate sobre essa problemática.
Em primeiro lugar, é importante destacar que apesar de não ser do conhecimento da maioria, hodiernamente alguns estados já possuem leis contra essa exploração animal, como Rio de Janeiro, Pará, Ceará e São Paulo. Independentemente das normas, é corriqueiro presenciar carroças nas ruas. Tornando evidente, portanto, a falta de fiscalização legislativa e como a população habituou-se a esse problema. Diante disso, no Rio Grande do Sul, pensando em diminuir a circulação de veículos com tração animal e na visibilidade e reconhecimento dos cidadãos que ganham a vida recolhendo materiais descartáveis, foi criado um projeto, nomeado como ‘cavalo de lata’, que consiste em uma carroceria com estrutura metálica, funcionando de forma híbrida, no pedal ou a motor elétrico.
Ademais, a falta de argumentação resulta em uma série de problemas, sendo a escravidão animal e os acidentes no trânsito, os principais. De maneira análoga a isso, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer afirmou “O homem faz da Terra um inferno para os animais”. Tendo isso em vista, animais são submetidos diariamente a todos os tipos de maus-tratos, sendo obrigados a trabalhar em meio ao trânsito perigoso, sol, chuva, gritos e agressões, ficam à beira da exaustão sem poder se defender ou pedir ajuda.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham diminuir o uso de veículos de tração animal no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Poder Legislativo reforçar as leis já existentes e impor punições mais severas. Paralelamente, o Ministério da Infraestrutura deve promover a distribuição de veículos mecanizados, como o ‘cavalo de lata’, a fim de que o número de carroças e animais explorados diminuam. Somente assim é possível que a população se inteire e entenda a gravidade desse assunto, para que a escravidão de animais acabe e acontecimentos como na animação “Spirit” não seja habitual.