O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 07/05/2021

A utilização de tração de animais no Brasil para o desempenho de atividades é recorrente desde a época colonial, período em que esses eram empregados na movimentação de engenhos açucareiros. Em paralelo ao contexto histórico, na contemporaneidade, o costume do uso de equinos e bovinos ainda é visto no cotidiano nacional. Tal ação é gerada por uma optica especísta e preconceituasa da população, e pode gerar inúmeros impactos negativos ao animal, caracterizando-se como uma tradição negativa.

Em primeira análise, é possível afirmar que esse costume é gerado a partir da subjulgação de determinadas espécies, tratando-as como inferiores. Essa questão é levantada pelo filósofo Peter Singer, cuja teoria é denominada especismo, que expõe o fenômeno social da valorização do ser humano e animais domésticos, como cães e gatos, em detrimento dos demais. Assim, o coletivo legitimiza a violência contra o animal, como seu uso em veículos, além de ignorar os danos que o hábito ocasiona.

Em segunda análise, pontua-se os prejuizos à integridade física animal correlacionados ao seu uso como transporte: lesões musculares, estresse, desnutrição e até mesmo a morte. Os referidos impactos são constantemente citados por Duda Salabert, vereadora da cidade de Belo Horizonte e ativista pela causa. Logo, condicionar o animal a exercer força exacerbada acarreta em danos sérios, cruéis e muitas vezes irreparáveis.

Diante dos argumentos supracitados, medidas devem ser tomadas para solucionar gradativamente a situação. Portanto, ONGs (Organizações Não Governamentais) deverão promover ações contra  esse abuso às espécies. Isso deverá ser feito por meio  de um projeto que troquem equinos e bovinos de tração por motos com carrocerias financiadas, com a possibilidade de serem pagas em um prazo de dez anos. Dessa forma, espera-se extinguir o uso de animais para veículo no Brasil.