O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 16/05/2021

´´Centauro´´ é um personagem da mitologia grega, o qual mescla a aparência de homem e cavalo. Nesse viés, a aparência híbrida do figurante advinha do vislumbro dos gregos pela velocidade dos equinos, e isso serviu não somente para criar o centauro, mas outras figuras híbridas, tais como: sereias e anjos. Logo, respeitante às representações místicas, o uso de veículos de tração animal no Brasil se contrapõe ao vislumbro por esses seres, pois dois problemas existem: os maus-tratos e a confluência com o trânsito.

A princípio, a violência constada nos veículos de tração animal nasce com um propósito de materialização dos bichos de carga. Tal acepção se opõe à filosofia de São Francisco de Assis, o qual intitulava os elementos da natureza de ´´irmãos´´, pois participavam da criação divina, assim, o santo dialogava com os animais com certa familiaridade. Nesse particular, os cavalos utilizados como transporte nas ruas brasileiras são equiparados a ´´objetos´´, e para alguns indivíduos aqueles não participam da fraternidade divina. Em vista disso, os maus-tratos são ambientados nesse serviço, bem como, a falta de análises veterinárias são frequentes, dois marcadores que relegam aos cavalos à aparição de doenças e fissuras na pele. Por consequência, o animal sofre os dissabores do desdém de seus donos e não compartilha a essência fransiscana de amor e fraternidade.

Outrossim, a confluência do trânsito com o transporte constado dificulta a mobilização dos indivíduos. Essa verdade pode ser discutida nos planos do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que visou mudanças na infraestrutura das ruas brasileiras para facilitar a modernização do transporte. Nesse viés, o atual cenário urbano com a aparência da tração animal retira não somente o semblante moderno, mas complica o movimento de outros veículos. Em vista disso, não raro, nas ruas brasileiras se notabilizam acidentes entre os carroceiros, ademais, ocorre a destruição da pavimentação das cidades. Desse modo, o transporte vigente complica o trânsito.

Portanto, compete aos agentes sociais sanar o revés da tração animal no Brasil. Para isso, as prefeituras devem publicitar visitas veterinárias para os cavalos, com a emissão de cartas que proíbem tal serviço e coloquem os carroceiros em outras alas de trabalho, por meio das mídias, pois harmonizarão a situação, a fim de reduzir os maus-tratos. Em eminência à Secretaria da Infraestrutura, propõe-se a projeção de novas vias de transporte nos bairros periféricos, os quais modernizem o espaço, mediante verbas estatais, pois facilitarão a mobilização das pessoas, com fins na melhoria das cidades. Somente assim, o Brasil vislumbrará com ações dignas os predicados dos equinos.