O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 17/05/2021

Manifesto de um Brasil Melhor

No filme “Okja”, são mostradas diversas críticas sobre a interação entre humanos e animais: consumo excessivo de carne, destruição do habitat de várias espécies e maus tratos ou violência contra eles. Sob essa perspectiva, como a arte é uma verossímil representação da realidade, é perceptível que a problemática de uso animal como meio de transporte no Brasil, decorre das agressões físicas sofridas por esses animais e, também, da precariedade das leis a respeito de tal fato.

Vale ressaltar, primeiramente, que até o ano de 1888, milhares de negros eram escravizados em toda a extensão do território nacional, sendo impiedosamentes obrigados a fazerem inúmeros serviços ao decorrer do dia e, se não realizassem, sofriam diversas formas de punições, levando-os até a morte. De forma análoga, atualmente, animais de grande porte como cavalos ou héguas, são os seres que sofrem brutalidades ao longo de suas vidas: as pessoas prendem cargas ou carrinhos para viagens longínquas com eles, não alimentam-lhes corretamente, assim como, recebem tapas ou chibatadas sempre que estão sendo usados para locomoção, resultando na morte desses aniamis. Sendo assim, caracterizando a imensa crueldade que esses animais são submetidos.

Paralelo a isso, é importante comentar que na obra “Brasil, País do Futuro”, o autor Stefan Zweig, em 1941, cita como o território brasileiro tem tudo para ser uma das mais avançadas nações do mundo. Em contrapartida ao escritor, o país declinou no âmbito das políticas públicas, pois, segundo a mídia, tal como o site “G1”, existe um número exorbitante de animais de tração que são encontrados agonizando em beiras de estradas ou donos agredindo essas espécies em flagrantes. Apesar disso, é noticiado que os responsáveis por esses crimes não são presos ou, ao menos, sofrem alguma forma de processo por esses atos. Dessa maneira, determinando à falta de preocupação do governo a respeito desse assunto.

Sob esse ponto de vista, tornam-se nítidas medidas para mitigar essas idiossincrasias presentes no cotidiano do Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Economia, responsável por administrar os recursos financeiros da nação, por intermédio de pesquisas sobre a população fornecidas pelo IBGE, distribuir meios de transportes rentáveis para ribeirinhos ou pessoas que utilizam veículos de tração, com o intuito de substituir o uso desses animais de locomoção. Desse modo, emancipando a sociedade de cometer crimes contra a natureza e, principalmente, as numerosas espécies usadas para esse tipo de serviço, evitando com que passem mais dor e sofrimento nessas condições.