O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 17/05/2021
Na Europa, a utilização de cavalos para a veiculação de indivíduos e pertences ocorre desde antes da Época Vitoriana até os dias atuais, em carruagens reais britânicas da Rainha Elizabeth II. Apesar de estar muito distante de Londres, o Brasil também faz, ainda, uso de transportes de tração animal. E, nesse viés, carroças não se encaixarem perfeitamente a contemporaneidade e o sofrimento que elas causam aos bichos são tópicos a serem salientados em meio à temática.
Primeiramente, a utilização de animais na movimentação de cargas e pessoas é uma ação adversa a atualidade. Nesse viés, os transportes de tração não possuem sinalização, como automóveis ou motocicletas, e conforme é ilustrado no filme “Relatos do Mundo”, que se passa no velho oeste norte americano, no início da Guerra de Secessão, a maioria das locomoção por rodas eram feitas por charretes, sem a utilização de muitos indicadores, além disso carroceiros frequentemente não estão acostumados com o trânsito de centros urbanos, visto que são usualemente de regiões rurais. Nesse sentido, os veículos de tração estão presos ao passado e não estão adaptados para continuarem a ser usados no Brasil, o qual é um país urbanizado. Assim, o uso de charretes é um ato que demanda atenção em meio a urbanização brasileira.
Ademais, mulas e cavalos não recebem um tratamento amistoso durante uma parcela de suas atuações no transporte. Nesse ponto de vista, burros e éguas podem sofrer em ambientes agrários, especificamente quando são utilizados para transportar pessoas e carregamentos, de forma que, no filme “ A Fuga das Galinhas ”, é exemplificado o modo que animais de fazenda ou rurais são tratados, com o desenvolvimento de muito estresse entre os bichos, por conta da pressão e cobrança de um bom desempenho dos animais em suas funções, no caso do transporte por tração, a translação de peso com rapidez, enquanto vestem apetrechos, muitas vezes, desconfortáveis e dolorosos. Nesse contexto, os equinos têm o direito de receber tratamentos e cuidados adequados de seus donos, visto que são seres vivos e inocentes, consoante a caricatura do burro da série de filmes “Shrek”, a qual representa uma faceta simpática e ingênua do animal. Logo, a maneira que parte dos potros e asnos usados em locomoções por tração são criados não é benéfica à manutenção da prática em questão no Brasil.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Diante disso, o Governo brasileiro deve realizar verificações frequentes de como animais de transporte vivem, por meio da criação de uma setor específico dentro do Programa de Fiscalizações, já existente, para o controle de bichos usados em locomoções, a fim de assegurar o bem estar dos equinos e asnos. Além disso, o Estado deve criar um projeto nacional de sinalização de trânsito voltado ao tema.