O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 26/05/2021
No século XVIII, teve-se o apogeu das carruagens e charretes comumente puxadas por animais para o transporte de cargas e pessoas. Entretanto no Brasil, ainda se é utilizado o transporte por tração animal no século XXI. Desse modo, dois aspectos importantes se destacam: a violência causada a esses animais durante toda sua existência e os inúmeros acidentes de trânsito ligados a utilização de transporte por tração animal em vias públicas.
Primeiramente, é indubitável que os animais utilizados para o transporte de cargas e pessoas não estejam com alguma marca ou indício de maus tratos causados por seus donos. Segundo dados estatísticos feitos por Renata G. S. Doria em uma investigação clínica, constatou-se que 100% dos animais investigados possuiam algum homeoparasita em seu corpo. Dessa forma, evidencia-se o fato de que esses animais usados para tração passam por maus-tratos constantemente, tendo assim uma vida privada de interação com sua raça, um constante estresse causado pela extensa jornada de trabalho, falta de uma alimentação equilibrada, a ausência de saúde sanitária para a prevenção de doenças tanto no animal quanto nos humanos e por fim o abandono.
Além disto, é notória a relação do uso do transporte por tração animal em vias públicas com os acidentes causados pelos animais, e que muitas vezes resultam em mortes. Além do próprio estresse por se estar no trânsito, você pode ser surpreendido por algum animal que por conta do grande fluxo de veículos e os sons altos que vem de toda à parte acaba se assustando e saindo desgovernado e desorientado, podendo causar graves acidentes acarretando na morte de pessoas ou até mesmo do próprio animal. Sendo assim, faz-se necessárias políticas que inviabilizem esse tipo de transporte por conta do risco por ele oferecido, mas que também haja uma solução para que os carroceiros consigam continuar tendo sua fonte de renda.
Em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente a necessidade de políticas públicas que erradiquem este tipo de transporte que não agrega ao animal e nem ao proprietário do mesmo. Nesse prisma, cabe ao Ministério Público de Saúde juntamente com o Governo Federal, incentivar o cuidado e o zelo pelos animais, através de ONG’s que possuem animais resgatos, afim de que tome-se consciência que animais também sentem e que não são objetos de trabalho por conta do perigo exposto a população. Ademais, a Secretaria de Segurança e Trânsito de cada cidade, deve alterar o código de trânsito, atráves do seu poder de jurisdição, para que o transporte por tração de animais sejam proibidas, porém que juntamente a isso cada carroceiro ganhe um “cavalo de lata” para continuar trazendo o sustento para sua família. Somente assim será possível evoluir como sociedade.