O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 07/06/2021
Inicialmente, é imperioso reconhecer que os veículos de tração animal, se utilizam, em sua maioria, de cavalos que passam constantemente por trabalhos forçados em condições ruins, apresentando subnutrição e levando, na maioria das vezes, chicotadas. O que poucos levam em consideração, é que os animais não são ferramentas inconscientes do homem, muitos sofrem por trabalho forçado pelo homem, principamente os cavalos, segundo a escritora estadunidense Alice Walker: “os animais existem por suas próprias razões. Eles não foram criados para os humanos, assim como os negros não foram feitos para os brancos”.
Além disso, prepotente apontar que devido a negligência sócio-governamental que circunda o tema do uso de tração animal, a violência e os desgastes físicos do trabalho exaustivo além dos limites físicos do animal, se tornou uma realidade rotineira em números cidades e municípios do Brasil. Tal realidade vai ao encontro da filosofia do filósofo espanhol Adolfo Vázquez, que afirma em linhas gerais, que o aumento da frequência de um determinado evento ocasiona, erroneamente, sua naturalização. Sob esse viés, nota-se um paradigma se repete sem que existam vozes capazes de mudar tal realidade.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas capazes de mitigar a problemática. para tanto, cabe aos órgãos fiscalizadores de veículos se valerem de normas federais desenvolvidas pelo congresso nacional para fiscalizar, com ajuda de especialistas veterinários, o sistema ao qual os animais se encontram, podendo dessa forma atribuir conselhos adivinhos de um especialista, atribuir multas em caso de maus tratos e péssimas condições de trabalho, bem como proibir cargas que excedam o limite de peso do animal, E em último caso, fazer a apreensão dos animais envolvidos. Somente com as normas rígidas os veículos de tração animal tomaram um novo rumo.