O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 08/06/2021
Segundo a Lei da Inércia, do físico Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Sob essa linha de raciocínio, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao uso de veículos de tração animal no Brasil, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a falta de fiscalização e a desigualdade sofrida por quem usa tal transporte. Antes de tudo, a escassez de fiscalizações mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse âmbito, no filme “Rio”, animação que aborda o tráfico animal, é possível perceber que mesmo com leis que protegem as aves o comércio ilegal é uma realidade visto que, não basta apenas criar “regras” se elas não são seguidas. Logo, é inaceitável que normas contra o transporte de tração sejam feitas se são poucas as ações para que elas sejam cumpridas, sendo necessário maior policiamento das autoridades. Outro ponto relevante, nessa temática, é a desigualdade sofrida por quem utiliza tais veículos. De acordo com a Constituição de 1988, todo cidadão tem direito a uma vida plena, tendo isso em vista, é inegável que essa afirmação não é executada pelo Estado, pois tanto o animal quanto o dono são expostos ao frio, chuva e calor extremo na tentativa de garantir o mínimo para sobreviver. Sob esse viés, não basta apenas proibir o uso de carroças, é preciso " combater o mal pela raiz" , ou seja, a desigualdade que esse grupo sofre para garantir seu sustento.Antes da votação, o vereador Daniel Carvalho (PV) pediu a palavra para externar sua preocupação com os animais e pedir uma alternativa às carroças. “Reconheço o esforço do Executivo para regularizar os carroceiros, mas voto ‘não’. Sou contra esse projeto por causa dos maus tratos que muitos desses animais sofrem. E muitas cidades já têm o trabalho de tração mecânica”, protestou o parlamentar.