O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 12/07/2021
Com o advento da Segunda Revolução Industrial no século XIX e a necessidade da otimização dos meios de transporte, surgiu os automóveis, invenção que proporcionou inúmeros benefícios à sociedade. Entretanto, apesar dos avanços tecnológicos, o uso de veículos de tração animal ainda existe no Brasil. À vista disso, faz-se necessário analisar as causas e consequências desse problema, respectivamente: as desigualdades sociais e a exploração animal.
Nesse contexto, é notório a rapidez e eficiência de um veículo automóvel se comparado ao veículo de tração animal. No entanto, devido a crise econômica instalda no país e, por conseguinte, o aumento do desemprego, evidencia-se a dificuldade da aquisição de um automóvel, principalmente, para a camada mais pobre da população. Nesse viés, de acordo com um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre 2020 e 2021, o número de pobres foi de 9,5 milhões para 27 milhões. Isto posto, carroças e charretes ainda são usadas não só para o transporte de carga e pessoas, todavia como uma forma de sustento, visto que, a profissão de carroceiro ainda se faz presente no país, maiormente na zona rural. Logo, é claro que a pobreza é um dos principais impulsionadores do uso de veículos de tração animal.
Além disso, segundo Charles Robert Darwin, naturalista britânico, ‘’não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais, os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento’’. Dessa forma, é evidente que os animais usados nos veículos de tração estão sujeitos à maus-tratos, haja vista que, muitas vezes, percorrem um trajeto muito longo e carregam mais peso do que conseguem suportar. Nesse sentido, evidencia-se a objetificação dos animais, uma vez que, ao contrátrio do que Darwin propôs, são tratados apenas como um meio de sustento e transporte, fator que promove a violação dos direitos desses animais. Portanto, são necessárias medidas para proporcionar a liberdade e o bem-estar dos animais de tração.
Sendo assim, diante dos fatos supracitados, urgem medidas para solucionar esse problema. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social desenvolver um projeto de assistência social para os carroceiros, de modo que os animais de tração sejam recolhidos e levados para receberem tratamento veterinário e carroças elétricas doadas para os mesmo. Isto posto, a substituição de animais por um automóvel promoverá a mitigação da exploração animal e facilitará o trabalho do carroceiro. Destarte, o uso de veículos de tração animal no Brasil deixará de existir.