O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 21/07/2021

Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós.” Nessa forma, a problemática do uso de veículos de tração animal é vista como um nó a ser desatado no contexto atual do país. Seja pelos maus-tratos e pela falta de segurança no ato da tração.

De início, percebe-se que atos violentos agem como complicadores desse problema. Nesse sentido, segundo  a citação de Albert Schweitzer: “O mundo é um lugar perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de dominarem a si mesmos.” No entanto, nota-se, na atualidade,  que as crueldades aplicadas covardemente contra os animais vão ao encontro do pensamento do filósofo, uma vez que as pessoas submetem a natureza as suas vontades. Dessa forma, é inaceitável que em pleno século XXI, ainda persistam ações errôneas como essas que violam a qualidade de vida do animal.

Em uma segunda análise, é evidente que a falta de seguridade agrava essa questão. De acordo com Platão, O bem-estar é tão necessário que se torna primordial à vida. Só que, no Brasil, os perigos enfrentados por cavalos e bois traçados nas ruas  rompem com as defesas do filósofo grego, porque não existe nenhuma qualidade de vida tendo em vista condições de fome, chicoteamento ou gritos. Por isso, se torna intolerável tal meio de tortura que trás tantos malefícios.

Portanto, é inegável que medidas precisam ser tomadas para reverter tal cenário. Para isso, a mídia, responsável por moldar a opinião do grande público, deve desenvolver um projeto que informe a todos desse descaso público causador da problemática que atinge tantos bichos. A ação deve ser realizada por meio de propagandas televisivas para garantir que os probemas sejam anunciados para uma grande parcela da população. Somente assim, os “nós” citados pelo Barão de Itararé serão finalmente desatados e imergidos do contexto social brasileiro.