O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 26/07/2021
A série “Outlander” retrata a rotina no século XVIII da viajante no tempo e médica Claire Fraser. No enredo, Claire utiliza uma carroça para locomover-se e atender pacientes de forma que, após isso, ela cuida do seu cavalo, alimentando-o. Fora da ficção, no Brasil, o cuidado ao animal utilizado como veículo não é comum e o uso de veículos de tração animal sucede devido à falta de acesso à outros veículos, o que acarreta acidentes.
Com efeito, a falta de acesso a outros meios de transporte que não utilizam a tração animal potencializa o seu uso. Tal fato ocorre, porque, segundo o economista Celso Furtado, é inviável para a minoria que domina o país solucionar problemas econômicos e sociais, a citar o manejo desse tipo de veículo. Sob essa ótica, nota-se que o mencionado impasse é perpetuado a partir do pensamento retrógrado enraizado na política brasileira de que é necessário ter problemas socioeconômicos para manter-se no poder, ou seja, promover o bem-estar social torna-se impraticável no exercer político, visto que aniquila a necessidade da população de um político com discurso messiânico. Desse modo, a utilização de transporte de tração animal é mantida e, os impactos disso na sociedade e no animal, como a manifestação de doenças e maus tratos, são acentuados.
Concomitantemente, a ocorrência de acidentes é um dos resultados do uso de veículos de tração animal. Isso acontece, pois esse meio de transporte percorre grandes avenidas e, o animal por não estar acostumado ao ritmo acelerado das cidades urbanas, como um carro, e por estar sob altas cargas, finda por não obedecer aos comandos do seu tutor e gera um acidente. Nesse contexto, é inegável o risco ao animal e à população, isto evidenciado pelo acidente ocorrido, segundo o portal do G1, na estrada do Vicinal em Dracena, onde um cavalo descontrolado escapou da carroça e colidiu com um carro. Nesse viés, o uso de veículos de tração animal oferece acentuado risco a vida do animal e dos cidadãos.
Portanto, o uso de veículos de tração animal é conservado pela falta de acesso à outras conduções e isso ocasiona acidentes. Assim, cabe ao Estado, por meio do Ministério das Cidades, responsável pela mobilidade urbana, fornecer, aos trabalhadores que manuseiam transporte de tração animal, o “Cavalo de Lata”, uma espécie de carroça mecanizada. Essa ação deve dar-se a todos os trabalhadores com renda per capita inferior a 1,5 salário mínimo que solicitarem o veículo ao supracitado ministério pelo site a ser criado chamado “cavalodelata.com.br”, a fim de que haja a erradicação desse carreador perigoso.