O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 22/07/2021
Segundo filósofo alemão Schopenhauer, quem é cruel com os animais não pode ser bom com o homem. Apesar de formulado séculos atrás, tal pensamento se vê presente no atual cenário brasileiro, no qual os chamados “veículos de tração“ configuram enorme crueldade animal, além de causar diversos acidentes de trânsito, que afetam, também, os seres humanos.
De início, faz-se imprescindível analisar as péssimas condições as quais os equinos são submetidos. Carregar peso além de sua capacidaade, trabalhar até a exaustão e a falta dos devidos cuidados são apenas uma fração do dia a dia desses animais. Fato este que vai de enncontro à Declaração Universal dos Direitos dos Animais, de 1978, que prevê aos supracitados a garantia ao direito à vida e à proteção. Tal problema se deve, entre outros motivos, à falta de poder econômico dos carroceiros, que muitas vezes utilizam cavalos e burros como instrumento de trabalho (principalmente a catação de lixo) e não conseguem arcar com o custo de manter um animal de grande porte.
Além disso, é importante ressaltar a falta de fiscalização das charretes e carroças, que circulam majoritariamente em meio aos carros, causando inúmeros acidentes. Além de serem mais lentos que os outros veículos, atrapalhando o trânsito, atualmente os veículos de tração não necessitam de carteira de motorista, podendo ser dirigada por indivíduos sem qualquer capacitação (muitas vezes até menores de idade), assim como as famosas “cinquentinhas“, motocicletas que até 2016 também não requeriam regulamentação alguma.
Dito isto, portanto, faz-se necessário o investimento do governo e das grandes empresas automobilísticas para que sejam implementadas charretes mecânicas, que funcionam sem a necessidade de exploração animal e possuem menor custo de manutenção, de modo que os carroceiros possam continuar seu trabalho, porém agora respeitando a Declaração Universal do Direito dos Animais. Além disso, o Departamento Nacional do Trânsito deve exigir carteira de motorista para essa categoria de veículo, exigindo teste psicólogico e médico, comprovação da maioridade, etc. Dessa forma, apenas indivíduos aptos poderão dirigir tais transportes, diminuindo, assim, o número de acidentes decorrentes de tal problemática.