O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 26/07/2021

No filme Spirit: O corcel indomável, um cavalo selvagem tenta se libertar da captura da cavalaria americana, a qual o usariam para explorá-lo. Nesse sentido, fora do cenário ficcional, a exploração de animais ainda é muito comum na sociedade brasileira, principalmente no uso de veículos pela tração animal. Portanto, nota-se que a ineficácia das leis de proteção aos animais e a falta de empatia com os mesmos, são fatores contribuintes dessa mazela.

A princípio, percebe-se que a fiscalização contra os maus-tratos aos animais é fundamental para mitigar esse entrave, todavia, apesar das leis de proteção, não há inspeção eficiente desses atos no Brasil. Baseando-se nesse cenário, segundo a Agência de Fiscalização de Fortaleza, o número de fiscalizações contra a negligência aos animais em 2020 é cerca de 25% menor do que em 2019. Com isso, é evidente o quanto é necessário a eficiência da vigilância aos animais, pois com a diminuição da fiscalização torna-se mais difícil atenuar essa mazela social.

Ademais, a falta de empatia dos condutores de veículos de tração animal é um grande contribuinte dessa problemática, pois a maioria desses indivíduos os exploram e não realizam os cuidados necessários nos animais. Nesse contexto, segundo a Teoria Determinista do sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar e de agir, caracterizada por coercitividade e por generalidade. Desse modo, evidencia-se a coerência do sociólogo, pois sem uma ação coletiva de empatia com a vida dos animais, é inviável a resolução desse entrave, pois muitos carregam cargas superiores aos seus próprios pesos.

Portanto, o uso de veículos de tração animal no Brasil precisa ser modificado. Desse modo, faz-se necessário que o Estado, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, realize investimentos em capacitação de profissionais para fiscalização ideal, por meio da destinação de verbas e realização de concursos públicos destinado a esse fim, com o intuito melhorar a qualidade de vida do animais e o fluxo do trânsito brasileiro. Nesse âmbito, o Estado, mediante o Ministério da Educação, deve realizar também, campanhas de conscientização por intermédio de aulas e palestras ministradas por profissionais do meio ambiente e da justiça, a respeito da importância da preservação da vida dos animais, com o intuito de mitigar essa mazela social e gerar maior empatia dos cidadãos nesta pauta. Assim, evitando, gradativamente, situações como a da obra cinematográfica.