O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 23/07/2021
Em 1956, Juscelino Kubitschek criou um programa cuja finalidade era melhorar as infraestruturas brasileiras implementado durante o seu governo. Assim, com o lema “cinquenta anos em cinco”, J.K conseguiu proporcionar um salto gigantesco na economia e em diversos setores do país. Entretanto, surgiu juntamente com os avanços tecnológicos e sociais, novas questões preocupantes e o crescimento de algumas já existentes. Nesse contexto, na realidade no que tange à relevância sobre o uso de veículos de tração animal no Brasil, percebe-se a configuração de uma grave problemática que têm como consequência, principalmente, os maus-tratos dos animais e o incentivo ao descaso com a natureza e os seus seres vivos.
Em primeira análise, é importante observar que os veículos de tração animal, se utilizam, em sua maioria, de cavalos que são submetidos a jornadas de trabalho constantes e exaustivas, em conjunto com chibatas fortes e agressões físicas. Tal realidade acarreta em animais com sérios machucados, marcados na pele pelas horas em exposição ao sol e sem a alimentação necessária para esses animais, fato que pode levar a desnutrição e ocasionar diversas doenças, como o exemplo da anemia. Assim, para uma sociedade civil e organizada próspera, em concordância com a fala do pai fundador dos Estados Unidos e grande filósofo, Benjamin Franklin, “O menino que sofre e se indigne diante dos maus tratos infligidos aos animais, será bom e generoso com os homens”.
Outrossim, é necessário destacar que a continuação da circulação dos veículos de tração animal no país incentivam indiretamente com o descaso com a natureza e os seus seres vivos. Afinal, como grande maioria dos animais que são utilizados para esse tipo de transporte sofrem de agressões e desnutrição, a continuação da utilização desses seres “irracionais” e maus-tratados para benefício humano é uma constante mensagem a população sobre o descaso que é feito com a natureza. Tendo em vista que para desenvolver uma consciência ecológica na sociedade, é necessário provar-se reprovador desse tipo de atitude.
Dessa forma, urge que o Ministério do Trabalho, promova projetos de fiscalização, a partir de equipes especializadas na identificação de maus-tratos em animais, atuantes em escala nacional com o objetivo de resgatar todos os animais utilizados como transporte que não estejam nas condições ideais para o trabalho. Além de projetos realizados pelo Ministério do Meio Ambiente em escolas e faculdades por todo o país, baseados em palestras anuais sobre a importância do desenvolvimento da consciência ecológica e da denúncia de casos de maus-tratos para a preservação do meio ambiente e todos os seus seres vivos e, por fim, tentar diminuir os impactos das evoluções dos marcos históricos.