O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 27/07/2021

Uma das mais importantes transformações humanas na transição do período paleolítico para o neolítico foi o uso de animais para transporte. Apesar de um fato antigo, a tração equina persiste até os dias atuais saciando as necessidades do ser humano. Porém, é possível observar inúmeros cavalos em situações de fome e maus-tratos devido ao uso dos mesmos como carga de objetos e pessoas, ocasionando doenças agressivas e colocando em risco a vida do animal e do meio ambiente.

Em primeiro plano, é preciso compreender o porquê da necessidade do uso equino como transporte no Brasil. Atualmente, a utilidade dos animais está ligada a locomoção de famílias pobres brasileiras, onde as mesmas utilizam os bichos para uso comercial, como carga de alimentos para comércio, dentre outros produtos. Isso é devido à necessidade da fonte de renda, já que essas famílias não recebem apoio de instituições governamentais, e, infelizmente, sacrificam a vida dos equinos para sobreviver.

Em segundo plano, as consequências dos maus-tratos do animais utilizados como carga são prejudiciais aos mesmos e ao meio ambiente. Ao serem expostos ao mau cuidado, como má alimentação e doenças graves, os equinos podem contaminar tanto outros animais como os próprios donos. Exemplificando, o mormo é a enfermidade mais agressiva que foi presente em séculos passados (mas ainda presente nos dias atuais) que matou inúmeras pessoas devido ao mau tratamento e cuidado com os cavalos. Desse modo, o meio ambiente e a saúde pública foi e é colocada em risco.

Em conclusão, o uso de veículos de tração animal no Brasil precisa urgentemente do seu fim e, consequentemente, soluções de apoio para famílias dependentes desse transporte. As instituições públicas devem pôr em práticas leis e fiscalizações severas em lugares com as maiores taxas do uso equinos como locomoção. Além disso, o apoio financeiro para as famílias que são submetidas ao uso dos animais é fundamental, como bolsas que assegurem o uso de transportes coletivos. Dessa forma, evitando o desgaste de animais e deixando epidemias como a do mormo no passado.