O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 26/07/2021

Na I Revolução Industrial, importante evento histórico e socioeconômico ocorrido ao final do século XVIII, foi necessário, nos meios produtivos, o motor a vapor, mecanismo determinante à substituição da tração animal para a realização de transporte e trabalhos mecânicos. Dessa forma, na contemporaneidade, no Brasil, é visível que a abusiva exploração da força animalesca, obsoleta no seu desgaste fisiológico, eo uso cultural e histórico de tal pulsão são fatores contrastantes para o estabelecimento do equilíbrio socioambiental vinculado à tração animal no Brasil

Em primeira análise, é conveniente examinar a relação da abusiva exploração da força animal com os impactantes desgastes fisiológicos congelados. Sendo assim, com o advento da Economia Globalizada e as novas dinâmicas sociais, a velocidade é valorizada no fornecimento de capital pela modernização do maquinário. Todavia, na realidade brasileira, o uso da tração animalizada, integrado a tais aspectos econômicos, inviabiliza o bem-estar do ser vivo que, por não atingir o mesmo desempenho motorizado, sofre injúrias físicas e o comprometimento de sua saúde, pontos que estão em distoância à condição natural dos animais, impactando a realidade vivida por tais.

Ademais, cabe analisar a interligação do uso histórico e cultural da tração animal com os contrastes relacionados ao equilíbrio socioambiental no Brasil. Assim sendo, o Contratualismo, corrente filosófica predominante do final do século XVIII, afirma que é dever do Estado garantir o equilíbrio social e a ordem para todos os cidadãos, em aspectos políticos e socioeconômicos. Destarte, é visível a importante relação contratual entre os direitos da cidadania e deveres Estatais, de modo que a garantia da prática cultural é legítima, sendo necessário, portanto, a efetivação de maior participação governamental para garantir os direitos cidadãos paralelos ao bem-estar animal e sua saudável integração na sociedade brasileira na atualidade.

Posto isso, cabe, então, a intervenção do Estado para mediar o uso da tração animal no Brasil. Dessa maneira, assiste ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), junto ao Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria de Cultura, promover a mitigação do uso da pulsão animalesca para fins econômicos, realizando a fiscalização e resgate de animais adequados com tal, reinserindo seus antigos proprietários à economia mediante projetos de capacitação, mediados por instituições de ensino, com o fito de garantir o fim da exploração e uso abusivo da força de trabalho animalizada. Convém, também, ao MMA, junto à Secretaria da Cultura, realizar projetos de conscientização dos agrupamentos culturais que utilizam a tração animal no cotidiano, complementa a melhoria no trato da saúde e a prática cultural e social consciente, alcansando, por fim,