O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 24/07/2021
Consoante a lei “Sansão” proposta pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, em 2019 a pena para maus tratos aos animais foi acentuada. Não obstante a isso, o Brasil atual tem um cenário explorador, uma vez que os veículos de tração animal ainda são utilizados no país, pode-se atribuir essa situação a dois fatores: baixa fonte de renda e falta de inclusão ao mundo moderno.
Em prmieira análise, observa-se que a maioria da população não possui condição financeira para à compra de um veículo motorizado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica (IBGE), cerca de 53% dos habitantes não dispõem de um automóvel, o que implica em uma mobilidade por tração animal como: a carroça e a charrete, que são comumente percebidas em cidades e bairros mais humildes, além disso no mesmo universo é possível ver burros e cavalos usados para o carregamento de produtos de camelô.
Em segunda análise, é notório que a predominância territorial brasileira é urbana, de acordo com o IBGE apenas 15% da população vive nas zonas rurais, porém é na área rural que a exploração animal é mais frequente, uma vez que por falta de disponibilidade de veículos motorizados para o campo, os moradores dessa região são obrigados a manter hábitos seculares ao fazer transportes e se locomoverem por meio de animais de carga, que são utilizados desde a invenção da roda.
Portanto, é necessária uma melhor fiscalização e atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), por meio de viaturas e policiamento para fiscalizar: tanto áreas urbanas, como rurais, buscando evitar a aplicação de carroças e charretes pela população. Outrossim, o setor Agroindustrial deve disponibilizar melhores condições de trabalho e formas de locomoção motorizadas para os trabalhadores do campo, eliminando a utilização de animais de carga para fazer suas atividades e com isso atingir um Decréscimo no uso de veículos de tração animal no Brasil.