O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 26/07/2021
Segundo o biólogo britânico, Charles Darwin, a compaixão para com os animais é uma das mais nobres virtudes da natureza humana, porém, essa compaixão e zelo pregadas por Darwin são praticamente nula se comparada a forma como muitos animais de tração são tratados no Brasil, o descaso com esses animais é frequente, tendo em vista que, muitas vezes o condutor do animal não tem a renda necessária para tratar de animais de grande porte como deveria, sem contar o peso excessivo que os faz carregar, a violência dirigida a eles e acidentes causados pelas carroças.
Sob uma primeira análise é importante entender que, as pessoas cujo usam de animais carroceiros, geralmente depende deles para a manutenção de sua renda, o problema é que, por esses indivíduos apresentam um faturamento baixo, os cuidados para com o animal não coneguem ser efetuados da maneira que deveriam, levando em conta que, um cavalo-comúm animal de tração-precisa comer, por dia, pelo menos 2% a mais do seu peso, devem ser vacinados anualmente e ter seu casco tratado regularmente, juntando tudo, o custo de manutenção desse animal se torna praticamente impossível para um indivíduo qual já tem sua renda comprometida, fazendo com que o mesmo tome uma decisão de, para não abrir a mão da tração do animal, simplesmente negligencie seus cuidados devidos. Essa ação, se somada a violência empregada comumente aos equinos, e ao peso absurdo que normalmente carregam, vão enfraquece-los e desgasta-los rapidamente.
Além disso, também é possível notar o quão comumente acidentes provocados por uma carroça desgovernada acontecem em vias públicas, isso se dá tanto pelo fator de irresponsabilidade do seu condutor, já que, é muito comum que as carroças sejam dirigidas por crianças, ou por pessoas sem zelo algum para com o animal, somado ao fato de que o ambiente de rodovias não é um lugar adequado para um equino ou qualquer outro bicho, isso porque na pista ele está exposto a poluição sonora, fumaça provinda de automoveis, debaixo de um sol escaldante, ou seja, este cenário acaba por angustiar o animal, principalmente cavalos-por possuirem uma maior sensibilidade auditiva- fazendo com que o animal tenha como impulso correr desgovernadamente, resultando em acidentes de transito.
Portanto, é necessário, para garantir o bem-estar do animal e ao mesmo tempo não prejudicar o modo de trabalho de pessoas cujo dependem do mesmo para garantir seu sustento, que, cada cidade, de acordo com sua realidade, estude contra partidas, podendo oferecer cursos de capactação e treinamentos para seus cidadões, de forma que aprendem um novo ofício mais seguro e rentável deixando de lado o uso de animais carroceiros. Outra alternativa seria o investimento em veículos elétricos, como o cavalo de lata, que tem como intuito a substituição de carroças.