O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 26/07/2021
A animação “Spirit, o corcel indomável” expõe a jornada de fuga de um cavalo que foi sequestrado do seu lar e submetido ao trabalho tracionado. Apesar da conotação dessa obra, ela representa o drama de diversos animais no Brasil que, diferente do filme, não conseguiram livrar-se de tamanha exploração. Isso se deve à falta de alternativas concedidas pelo Estado à população carente em substituíção aos veículos tracionados e à ausência de uma educação familiar que incentive a defesa desses animais.
É relevante ressaltar, primeiramente, que no cotidiano brasileiro observa-se que os indivíduos que utilizam animais como forma de transporte são aqueles que não possuem recursos financeiros para arcar com um veículo mecanizado. Logo, sem uma outra alternativa e sem uma educação que propicie empatia pelo animal, cada vez mais esse ser vivo torna-se para a sociedade um sinônimo de máquina. Tem-se um exemplo dessa situação no filme representante da literatura brasileira “O auto da compadecida”, no qual a vivência sertanejos não lhes dá naquele contexto outra opcão veícular nem meios de nutrir melhor os animais, entretanto diante de todos os recursos modernos que podem extinguir esse abuso o Governo não pode permitir que essa dinâmica continue.
Cabe salientar, alem disso, que não é costume das famílias nacionais repreender o trabalho tracionado em suas casas e quando veem abusos de cavalos na rua não agem para impedir, pois aprenderam com seus pais que é normal. Isso o sociólogo Pierre Bourdieu nomeia de “habitus” que é uma forma de violência internalizada por uma geração e passada adiante como algo natural. Entretanto uma educação que ensine a observar animais famintos, judiados, violentados, feridos e expostos a uma realidade degradante não deve ser comum e representar nenhum povo, ainda mais o brasileiro.
Portanto, diante do uso de veículos a tração no Brasil, é imperativo que o Goveno propicie veículos adequados a pessoas de baixa renda em substituição ao tracionado, visando extinguir os motivos dessa exploração. Essa atitude deve ser administrada por funcinários públicos que ficarão responsáveis por instruir os trabalhadores em como usar os novos meios de transporte e contactar organizações não governamentais para dar um lar ao animais libertados. Ademais, o Ministério da Educação deve iniciar uma campanha de conscientifação popular. Essa mobilização deve conter veterinários e influenciadores defensores dos animais, os quais irão passar filmes educativos e fazer palestras em escolas, na internet e em bairros que carecem de tecnologia. Isso dever ser feito no intuito de proporcionar aos brasileiros uma perspecitiva crítica sobre a judiação de animais e torná-los agentes ativos na abolição desse maltrato. Por fim, assim como o corcel os animais brasileiros sentirão novamente o deleite da liberdade.