O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 26/07/2021

No Brasil, o uso de veículos de tração animal data do século XVI, assim como, lamentavelmente, os maus tratos a esses seres, evidenciados com um decreto do Governo Federal, em 1934, que estabelecia medidas de proteção aos animais. Infelizmente, essa decisão estatal foi revogada, ao contrário dos péssimos cuidados. Sendo assim, é necessário que haja uma legislação eficaz voltada à saúde desses equinos e a população seja conscientizada sobre isso, visando sua atuação construtiva.

A princípio, o que se observa nas cidades, atualmente e segundo a médica veterinária Louise Tezza, é a presença de carroças transportadas por cavalos, conduzidos por pessoas que carregam um chicote nas mãos. Sabendo da repetição dessa cena em várias regiões do país, percebe-se que a coerção, visando ao deslocamento, está fazendo com que os seres de grande porte sofram as consequências da crueldade humana. O que reduziria a aflição desses animais, além de uma legislação voltada a garantir o respeito a eles, é a fiscalização, para garantir que esses bichos tenham uma vida agradável e com os cuidados necessários.

Em segunda instância, a abundância de casos de abandono e/ou maus tratos de equinos torna notório o fato de que a população geral brasileira não está plenamente conscientizada. Mesmo que ela esteja devidamente informada, a sua sensibilização é necessária para minimizar o sofrimento dos equinos ou auxiliar nos cuidados, quer seja por meio de doações, quer seja por meio de trabalho voluntário ou investindo tempo e/ou recursos em ONGs como o GARRA, que é uma associação que se dedica a resgatar e reabilitar animais abandonados que sofreram maus tratos.

Portanto, para o devido controle do uso de veículos de tração animal no Brasil, o Governo Federal, junto aos estaduais, deve arquitetar uma legislação, como aquela de 1934, que contenha de leis e diretrizes que regulem os cuidados com os animais e fiscalizem os tutores, visando reduzir o sofrimento dos bichos. É importante, também que ONGs voltadas ao resgate realizem campanhas para conscientizar mais pessoas.