O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 02/08/2021
Durante o período colonial no Brasil, em especial no século XVIII, auge da cana-de-açúcar no país, os engenhos de cana eram dotados de moendas, usadas para a quebra do bagaço antes da obtenção do “ouro branco”, propriamente dito. Essas ferramentas poderiam ser de dois tipos: real, cuja a força usada era a da água e o custo era maior, ou de trapiche, cuja a força utilizada era a animal e o custo era menor.Assim, a segunda alternativa era a mais aceita pelos engenhos da época.Atualmente, o cenário não diverge muito, uma vez que, mesmo havendo alternativas para o transporte de cargas e pessoas, o uso de veículos com tração animal persiste, em razão do alto custo maquinário e do egoísmo humano.
Antes de tudo, a Revolução Industrial, inalgurada pela Inglaterra no fim do século XVIII, ficou marcada pelo desenvolvimento de máquinas que revolucionaram a vida da humanidade.Entretanto, essa industrialização se deu de forma tardia no Brasil, a partir da década de 1930. Consequência disso, foi a desigualdade do acesso às máquinas: enquanto uns obtinham os automóveis recém-chegados ao país, outros precisavam se contentar com a carroça e o cavalo que tinham para trabalhar. Desse modo, o alto custo maquinário para o trabalhador brasileiro, perpetuou o retrógrado uso de veículos puxados por animais que, muitas vezes põem em risco a vida do trabalhador e, quase sempre,sujeita o animala condições degradantes.Logo,é preciso facilitar o acesso às máquinas para cerrar uso da tração animal.
Além disso, para o filósofo alemão Arthur Schopenhauer , o motor principal e fundamental do homem é o egoísmo e ,segundo ele, tudo que vai contra a sua vontade, causa-lhes ódio. Por isso, percebe-se que não é incomum ver que, na maior parte das vezes quando um animal é visto sendo usado como veículo, ele também está sofrendo violências físicas. Porque, diferentemente de uma máquina, um animal cansa e exita em fazer o que o incomoda, desagradando muitas vezes o “dono” que o castiga cruelmente.Assim, a tese de que o homem é um ser egoísta, defendida por Arthur, é comprovada, infelizmente, ao verificar que o não cumprimento do desejado pelo homem, resulta ao animal o ódio por meio da violência.
Portanto, diante do alto custo maquinário e do egoísmo, entende-se por que o uso de veículos de tração animal ainda é uma realidade presente no Brasil. Logo, faz-se necessário que o Governo Federal facilite a compra de máquinas de transporte, por exemplo, por meio da elaboração do “Meu Caminhão, Minha Vida”, programa voltado para democratizar o acesso à veículos para toda a população, objetivando reduzir o número de carroças de tração animal circulando pelo país.Ademais, cabe ao Estado, em parceria com emissoras abertas de TV, como Globo e Record, desenvolver um programa infantil que apoie a defesa dos animais, com a finalidade de fazê-los virar adultos mais conscientes.