O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 20/08/2021
Outrora no Brasil, quando ainda colônia de Portugal, a produção de açúcar foi a principal atividade econômica. Os muares e equinos exerciam a primordial função de transporte de pessoas e cargas, percorrendo extensos territórios geralmente com uma grande quantia de peso. Atualmente, veículos de tração animal, ainda são essências em áreas rurais pelo seu baixo custo e efetividade , no entanto, o descaso com a vida do animal ainda é frequente.
Em primeiro instância, é necessário frisar a cultura e a dependência econômica que existe em torno do uso de veículos de tração animal no Brasil, sendo um país que ainda mantém como principal atividade comercial o agronegócio, é natural que pequenos agricultores, ainda usem basicamente apenas animais para realizar o transporte, e até mesmo na produção servindo de força motriz no aramento da terra que abastecerá os grandes centros urbanos. Nesse caso, podemos destacar o gênero sertanejo e a dupla Rick e Renner que explicitam em sua música ‘‘Casa de Capoboclo’’ a realidade anacrônica do interior brasileiro.
Entretanto, mesmo provando-se ser essencial a relação do homem com o animal ao longo do extenso interior brasileiro é comum vermos maus tratos como o abandono de cavalos deficientes, doentes ou idosos. Além de ser rotineiro em pequenas cidades, charretes competindo espaço nas ruas com carros, cavaleiro embriagados sem controle de suas charretes além destes animais se encontrarem em grande parte perceptivelmente desnutridos ou com problemas de saúde. Fica claro que há mal tratos a esses animais, responsáveis pela tração de veículos e que além de frequentes são normalizados pela população que não denunciam e pelos orgãos governamentais responsáveis que não fiscalizam.
Em virtude dos fatores apresentados, é necessário que haja uma conscientização da importância da vida animal e da denúncia de maus tratos por meio de campanhas educativas nas principais mídias regionais das áreas afetadas, estimuladas pelo Governo junto com uma política de sincronização do IBAMA e das secretárias municipais do meio ambiente. Com a finalidade de identificar os lugares de maior foco, para que a lei possa ser cumprida efetivamente, e a vida dos animais protegidas.