O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 01/09/2021

Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra o uso de veículos de tração animal no Brasil, verifica-se que essa visão é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido á negligência estatal, como também a falta de importância social diante desse tema.

Em primeira análise, cabe citar a ausência de medidas governamentais para combater o desleixo estatal. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o abandono federal vem crescendo cada vez mais nesse âmbito, trazendo consequências como o aumento no uso de veículos de tração animal, descaso e descuido com esses animais, tornando esse cenário caótico e atormentador na nação verde-amarela, por muitas das vezes a exploração e o abuso feito a esses animais os levam a adoecerem e até mesmo a morte por falta de cuidados.

Ademais, a desimportância desse setor no meio social também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo como visto no livro “A revolução dos bichos”, mostra uma realidade alternativa do atual problema, onde os animais se revoltariam e dominariam os humanos, revolução que teve como motivação o maltrato e a agressão. Partindo desse pressuposto, percebe-se que os animais sofrem muito nas mãos humanas, sendo torturados e obrigados a prestarem serviços, podendo também, ficar nítido como a sociedade não dá devida importância a esse empecilho o tornando cada vez maior e pior, pois, os cidadãos que usam esse tipo de transporte se vêm mais livres e seguros de fazerem tal delito, por não serem confrontados ou repudiados.

Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater as barreiras citadas. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, será revertido em auxílio e suporte, através de projetos e instituições públicas, uma vez que elas proporcionarão cuidados e liberdade a esses animais, enviando ajuda para os animais que foram maltratados e punindo o infrator, com o objetivo de promover melhora nesse quadro e garantindo as leis de proteção a esses bichos. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia social do Brasil prevista na teoria de Durkheim.