O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 30/09/2021
A revolução industrial trouxe mudanças para o mundo em diversos setores, como nos transportes e na mecanização no trabalho. Entretanto, diversas pessoas ainda usam veículos de tração animal como força de trabalho no Brasil. Assim, inevitavelmente trazem sofrimento para esses animais, sendo por seu alto custo de cuidado e saúde, mas também pela crueldade dos carroceiros com os mesmos.
Nesse cenário, ao serem submetidos a mover aparelhos, muitas vezes muito maiores que seu próprio peso, eventualmente, contam com problemas de saúde. Ao contar com remédios, vacinas, vermífugos, casqueamento e ferrageamento, bem como a alimentação dos equinos, os custos de cuidado necessário são altos. Dessa maneira, muitos carroceiros não tem condições de bancá-los e quando adoecem os abandonam.
Em adição, os bois, cavalos, burros e mulas, utilizados para essas tarefas sofrem com uma enorme crueldade vinda de seus tutores. Sendo por meio de chicotes e bastões, ficam com diversas lesões na pele, bem como pela carga excessiva que carregam, sofrendo com lesões nos membros, como comprovado por estudo feito, em 2016, no Rio de Janeiro, pela Pesquisa Veterinária Brasileira, de que 100% dos equinos examinados contavam com anemia, alimentação inadequada, homoparasitozes e inflamações, sendo obrigados a trabalham 40 horas por semana mesmo cansados e doentes.
Em suma, o uso da tração animal é de grande crueldade com os animais e não vale todo o sofrimento que passam. Para melhorar essa situação, é imprescindível que o governo, por meio do Senado Federal, aprove um projeto de lei que proíbe essa prática e ofereça cursos e treinamentos de capacitação para que os carroceiros possam começar a contar com um salário mais seguro e rentável, sem prejudicar os animais.