O uso de veículos de tração animal no Brasil
Enviada em 30/09/2021
Após a invenção da roda, por volta de 3500 a.C., e o surgimento das carroças no mesmo período, possibilitou ao homem a criação do primeiro veículo da humanidade: o de tração animal. Atualmente, esse tipo de veículo ainda é uma realidade brasileira, sofrendo grandes resistências para o fim dessa prática das ruas do Brasil. Nessa perspectiva, infere-se que os animais utilizados nos veículos sofrem todo tipo de maus tratos, decorrente da falta da devida fiscalização por parte do governo.
A priori, é importante destacar a situação dos animais usados para puxar as carroças. Segundo dados da Associação ARCA, destinada a proteção e bem-estar animal, na cidade de Porto Alegre, os animais - os equinos, em grande maioria - são mal alimentados e carrega peso acima da sua capacidade, comprometendo completamente a saúde do animal. Além disso, devido as condições financeiras dos donos desses cavalos, os animais não são acompanhados por um veterinário, negligenciando vacinação, medicação e promovendo a disseminação de doenças.
Ademais, a falta de fiscalização do governo contribui para a continuidade dessa realidade. Isso se deve ao fato da situação dos animais submetidos a essa função não melhorarem, inclusive, em cidades que já possuem leis que proíbem o trânsito de carroças. Em Porto Alegre, por exemplo, não é permitido o tráfego desse tipo de veículo, entretanto, as regras vem sendo sumariamente desobedecidas devido à ausência de fiscalização.
Urge, portanto, medidas a serem realizadas para a solução desse entrave. O Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com os Governos Estaduais, deve construir, por meio dos impostos reservados a preservação ambiental, centros veterinários destinados aos animais de veículos de propulsão animal, a fim de que sejam tratados, medicados e vacinados, retirando o risco à população. Desse modo, a saúde dos animais estarão mais preservadas, trazendo mais segurança à toda população.