O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 13/10/2021

O governo de Juscelino Kubitschek foi marcado pelo elevado desenvolvimento automobilístico. No entanto, a desigualdade social impediu a equidade do acesso à essas inovações, fato que reflete, no século XXI, na manutenção de veículos de tração animal no trânsito brasileiro, o que implica na ocorrência de problemas sociais, como maus tratos aos animais, bem como prejudica a mobilidade urbana. Nesse sentido, convém analisar as causas e as soluções viáveis ​​para atenuar tal problemática.

Deve-se analisar, de início, como o uso de animais para o transporte de pessoas ou alimentos contribui para a ineficácia da locomoção no país. Segundo a Constituição de 1988, é dever do poder público zelar pelo bem-estar de todos os cidadãos, garantindo os direitos essenciais, como de ir e vir. Entretanto, são poucos, de fato, que possuem esses privilégios efetivados, tendo em vista que a presença de veículos de tração animal no trânsito impede a efetivação da mobilidade urbana, visto que os animais apresentam velocidade inferior à permitida pela via, o que, consequentemente , afeta o fluxo de veículos. Tal cenário evidencia-se a necessidade da ações mais contundentes para mitigar esse panorama que impede a concretização dos direitos presentes na Magda Carta brasileira.

Somado a isso, é essencial compreender como a manutenção desse transporte afeta diretamente a qualidade de vida dos animais. Sob a perspectiva dos direitos presentes na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, pode-se afirmar que a permanência de veículos de tração animal vai de encontro com os idéais expostos, visto que essa situação configura-se como maus tratos, devido ao exacerbado tempo de deslocamento em condições precárias, por exemplo. Dessa forma, observa-se a importância de reverter tal panorama para garantir a saúde ea segurança humanos seres vivos vulneráveis.

Diante disso, é necessária uma ação efetiva por parte do governo, instância máxima de administração executiva, que consistiria em campanhas de cunho informativo e amplo alcance, através dos principais meios de comunicação, como publicações nas redes sociais e reportagens em canais públicos da televisão. Nesse processo educativo, devem ser abordadas como consequências negativas geradas pela manutenção dos veículos de tração animal, a fim de conscientizar a população, bem como garantir os direitos dos animais e a mobilidade urbana.