O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 18/02/2022

Na obra pré-modernista “Triste Fim do Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o Major Quaresma acreditava que se, superados alguns desafios o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. De literatura à realidade, contudo, ao observar o uso de veículos de tração animal no Brasil, percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e a importância do zelo da vida dos bichos.

A priori, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da utilização de animais para transporte agrava a problemática. Nesse sentido, é evidente que apesar de assegurado no artigo 225° da Constituição Federal de 1988, os bichos ainda são expostos à situações de sofrimento e trabalho excessivo, na qual têm que carregar altas quantidades de pessoas ou objetos por obrigação humana. Portanto, enquanto a esfera governamental se mantiver transigente com a falta de doutrinação coletiva, o estorvo da utilização de veículos de tração animal persistirá corriqueira.

Outrossim, aluda-se ao pensamento do filósofo inglês Jeremy Bethan, “não importa se os animais não são capazes de pensar. Oque importa é que são capazes de sofrer”. Sob essa perspectiva, elucida-se a necessidade de maior zelo à saúde dos bichos, para que eles possam ter suas vidas convencionais nos habitats adequados. Atualmente, em meio a grande variedade de veículos e transportes públicos, é importante que as pessoas que usufruem da animália com a finalidade de locomoção, busquem por um meio legal e mais seguro. Desse modo, não é inesperado que o Brasil -apesar de almejar tornar-se nação desenvolvida-, persista em não valorizar a vida animal de modo benevolente.

Dessarte, fica evidente que nem todos os bichos têm direito à uma vida digna. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio de projetos, criar leis rigorosas acerca de quem os utiliza como veículos, e pelas redes sociais, promover campanhas com a finalidade de conscientizar a população sobre os riscos da utilização dos mesmos com a função de locomoção, a fim de que eles não sejam mais usados com essa finalidade. Em vista da concretização dessas ações, o Brasil se aproximará da idealização do Policarpo.