O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 28/03/2022

Em uma tentativa de fugir dos horrores da Guerra Civil Norte Americana, a protagonista do clássico “E o vento levou…”, Scarlett O’Hara, leva o cavalo que puxa a sua carroça à morte por exaustão. Essa cena retrata uma situação incomum e que surge de um contexto desesperador, no entanto, na realidade brasileira, o destino dos animais que são usados em veículos de tração animal não é muito diferente ou mais animador.

Durante a realização das Olimpíadas de 2020, em razão de um episódio de crueldade contra um cavalo atleta de hipismo, se popularizaram pesquisas internacionais que comprovam o sofrimento com dor crônica por animais que carregam peso. Nessas pesquisas, pesquisadores chegaram a conclusão que pesos muito mais leves que aqueles carregados por animais usados para transporte por tração animal já é uma agressão a esses animais, é uma crueldade.

Em diferentes pesquisas realizadas por universidades públicas brasileiras, a maior parte dos animais usados para carregar cargas de carroças e que foram analisados estava subnutrida e infestada de parasitas. Pensando nisso, a existência desses veículos representa também uma questão de saúde pública, já que as parasitoses encontradas nesses animais também podem ser transmitidas ao homem.

Considerando os dois parágrafos anteriores, o uso de veículos de tração animal para transporte de cargas deveria ser proibido e, a exemplo de Montevidéu no Chile, os estados poderiam fornecer um veículo automatizado para as pessoas que dependem desse trabalho. Aos que usam para transporte de pessoas, seria possível fornecer vales transportes.