O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 17/08/2022

Manoel de Barros, poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também os desafios relacionados ao uso de tração animal no Brasil. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática é importante analisar a mentalidade social e a negligência do Estado.

Neste contexto, cabe destacar que a mentalidade social coopera com o uso de tração animal no Brasil. Nesse viés, é pertinente trazer o pensamento de Simone de Beauvier — diz que: Mais escandalosa que a existência de uma problemática é o fato da sociedade se habituar a ela. Dessa forma, ao traçar um paralelo com a temática, aponta-se que a sociedade acostumou com o uso de animais no trabalho e como meio de transporte, visto que possui o pensamento infeliz de acreditar que são seres inferiores, por consequências são submetidos ao trabalho exaustivo, logo indispensável debate sobre o tema.

Ademais, a negligência estatal coopera com o revés. Para Djamila Ribeiro " É necessário tirar uma situação de silenciamento para que medidas sejam promovidas". Contudo, o Estado é contrário a esse pensamento, porque não informa a população que o uso de tração animal é desumano e prejudicial, como por exemplo no trânsito que pode ocasionar acidentes, por conseguinte, o uso de traçåo animal è normalizado devido das poucas políticas públicas.

Portanto, para que o uso de tração animal no Brasil deixe de ser uma problemática. Cabe o governo em parceria com a sociedade civil, deve discutir sobre as consequências desse revés, por meio de palestras e campanhas informativas, nas escolas e espaços públicos, que mostre a importância desses animais, com a finalidade de que essa problemática deixe de ser existente, mediante a essas ações concretas, o silenciamento que Djamila Ribeiro cita não será presente no Brasil.