O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 17/09/2021
O historiador brasileiro Leandro Karnal afirmou em uma de suas palestras: “Para um jovem, o celular não é mais um aparelho, é uma extensão de seu corpo”. Dada a notória dependência da geração Z perante a tecnologia, vale discutir a introdução de telefones móveis dentro das salas de aula, haja vista que seu uso tornou-se parte do cotidiano dos alunos. Diante disso, pode-se defender que tal aparelho manifesta-se como um artefato positivo para a educação, pois ele auxilia a personalizar os estudos e permite a dinamização dos métodos utilizados em aula. Assim, faz-se necessário o debate acerca do assunto, a fim de que medidas sejam promovidas para regular o uso apropriado desses aparelhos nos ambientes escolares.
Em primeiro plano, é imperativo pontuar que o celular pode ser utilizado como uma ferramenta extremamente eficaz na aprendizagem, uma vez que tem a capacidade de promover um ensino específico para cada aluno. Tal fenômeno pode ser brilhantemente expresso pela plataforma de educação denominada “Geekie”, que utiliza de algotritimos para personalizar as atividades, tanto as realizadas em sala de aula, quanto as feitas em casa, para adaptar o ensino conforme o potencial de cada estudante. Sobe essa ótica, esse aparelho carrega consigo um grande poder ao individualizar o ensino e trabalhar nas dificuldades de cada aluno de forma única. Nesse viés, o uso do celular nas escolas pode favorecer a educação e facilitar o aprendizado.
Em segundo plano, paralelamente ao potencial que esse objeto possui em tornar o estudo mais eficaz, é fundamental o debate a respeito da mudança que ele fornece na estrutura das aulas. Segundo o educador José Pacheco: " Temos escolas do século XIX, professores do século XX e alunos do século XXI." Sendo assim, o autor defende a ideia de que métodos antigos de ensino não se modernizaram com os anos, não incluindo, por exemplo, a tecnologia, o que os torna incompatíveis com os estudantes atuais, que estão conectados durante a maioria de seu tempo. Nessa perspectiva, a adoção do uso de celular nas aulas poderia gerar interatividade e dinamicidade em um ambiente marcado por técnicas antigas. Logo, esse aparelho pode promover um aprendizado dinâmico e conciliável aos alunos.
Portanto, o celular deve ser introduzido nas salas de aula, pois concolida-se como uma ferramenta de aprendizagem. No entanto, seu uso deve ser orientado. Assim, as escolas devem ensinar como utilizá-lo de forma consciente, por meio de projetos interativos, como trabalhos e palestras, os quais devem ser desenvolvidos desde o ensino fundamental, já que os jovens atuais crescem envoltos pela tecnologia. Esse projeto deve ensinar quando e onde esse objeto deve ser melhor usado, para que se possa desfrutar de todo seu potencial, favorecendo os estudos individualizados e dinâmicos.