O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 18/09/2021

Em meados do século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perceguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro ufanista cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando observa-se a deficiência de medidas contra o uso do celular em sala de aula , verifica-se que essa profecia é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática desenvolve-se não só devido ao uso imprópio do celular na sala de aula, mas também como uma forma de distração diante desse quadro alarmante.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a utilização incorreta de eletrônicos no ambiente de estudo. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, entretanto, isso não ocorre. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades governamentais e instituições de ensino, os estudantes estão lidando com os aparelhos eletrônicos de forma incoerente, assim, não acrescentando nada de proveitoso aos estudos.Gerando consequências, como o baixo nível de aprendizagem e dificuldade em instruir-se sobre a matéria. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura de forma urgente.

Além disso, a distração em sala de aula também pode ser apontada como promotora do problema. De acordo com estudantes em 2015, que realizaram um questionário sobre o assunto abordado, trinta a cada dez acreditam que os smartphones podem ser utilizados em sala de aula, assim como no dia a dia. Partindo desse pressuposto, percebe-se que essa não é uma ideia apropiada, já que, quando utiliza-se eletrônicos em sala de aula, sem ser para um objetivo específico, com o que está sendo dito pelo professor, o estudante distancia-se de todo o envolto, trazendo consequências, como um baixo rendimento escolar. Destarte, é imprescindível a atuação governamental e social para que tais impecilhos sejam superados.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar esse quadro alarmante. Para tanto, o Ministério da Educação deve avaliar o uso de smartphones em sala de aula, somente se for com a autorização do professor para aulas interativas e que necessitam realmente do uso desses. Essa ação deve ser veiculada pelas redes sociais, já que circulam informações  com rapidez em um curto período de tempo. Essa solução trará um efeito benéfico à sociedade brasileira, já que estudantes irão ter um maior proveito e rendimento em sala de aula. Assim, pode-se diminuir, em médio a longo prazo, o impácto nocivo da problemática, e a profecia de Zweig será solidificada no Brasil.