O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 23/09/2021
Em sua fase Técnico-Científico-Informacional, a Revolução Industrial é responsável pela consolidação da tecnologia na contemporaneidade, sendo capaz de transformar os padrões de consumo, as relações interpessoais e, também, os meios de aquisição de conhecimento. A partir dessa integração, os aparelhos eletrônicos são cada vez mais precocemente encontrados em sala de aula, o que pode configurar um facilitador ou um potencial empecilho para a plena formação individual. Dessa forma, as famílias devem administrar o uso da tecnologia para que os bônus superem os ônus.
Nesse sentido, cabe ressaltar, primeiramente, os empecilhos causados pelo uso de smartphones nos estudos. O ex-assessor do Supremo Tribunal Federal, José Roberto Mello corrobora que os smartphones por não servirem apenas para o estudo são uma fonte de distrações para o usuário. Nessa lógica, o celular se torna uma grande tentação em meio a uma rotina monótona e cansativa de estudos por ter jogos e aplicativos que proporcionam mais prazer momentâneo ao estudante do que seu dever, desta forma, retirando-lhe a atenção e reduzindo sua produtividade e por consequência, seu desempenho.
No entanto, a família, enquanto instituição social responsável pela formação do indivíduo tem o dever de estabelecer limites no uso desses aparelhos. Segundo o empresário Ícaro de Carvalho, é dever dos pais regular o que os filhos fazem a fim de não criar empecilhos que dificultem o desenvolvimento da criança. Nesse sentido, o uso regrado do celular em casa, retirando dele fins lúdicos, permite que a criança o veja como uma ferramenta para auxilio de suas atividades e não como distrator. Com isso, atenuando o uso desnecessário do celular durante os estudos e uma melhora na concentração do indivíduo.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente que a introdução da tecnologia na educação pode ser melhorada. Portanto, é dever do Congresso Nacional, por meio de um projeto de lei, proibir o uso de celulares em escolas em todo território nacional, a fim de que seus efeitos negativos sejam evitados. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de cursos online, ensinem os pais alternativas que contornem o uso exagerado de telas em casa, a fim de que seus filhos usem o smartphone sobre sua supervisão e pontualmente durante o estudo em casa. Assim, os ônus do uso do celular será mitigado e os bônus pronunciados, se tornando uma ferramenta útil.