O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 23/09/2021
De acodo com Aristóteles, os seres humanos necessitam aprender a utilizar a justa medida, isto é, o equilíbrio entre suas ações. Nesse sentido, como a maioria da sociedade não dispõe de tal medida, a utilização de celular em sala de aula, no Brasil, é uma ferramenta de distração, reduzindo a fluidez de ideias e o acompanhamento integral das aulas.
Mormente, nota-se que a utilização de celular no âmbito escolar reduz a fluidez de ideias. Conforme pesquisas realizadas pela Universidade de Chicago, com mais de 700 voluntários, a proximidade física do celular e seus usuários, reduz a aprendizagem, haja vista que provoca uma espécie de drenagem dos recursos do cerébro. Nesse sentido, é nítida a necessidade dos alunos de não utilizar aparatos tecnológicos durante as aulas, visando uma maior retenção dos conteúdos, além de uma melhor aprendizagem, visto que, sem proximidade física com o celular, há um melhor aproveitamento dos recursos do cérebro, tais como a memória e a capacidade de concentração.
Outrossim, há uma redução no que tange ao acompanhamento integral das aulas. Consoante à pesquisa realizada pela BBC Brasil, com o Professor Larry Rossen, pesquisador do impacto social da tecnologia, uma grande parcela da sociedade só consegue manter três a cinco minutos de concentração antes de se distrair, sendo que a maior parte dessas distrações são tecnológicas. Desse modo, é imperativo um replanejamento escolar para que a utilização de tecnologias sejam feitas em horários adequados e que não interfiram no aprendizado, como, por exemplo, na hora do intervalo. Em suma, fazendo as devidas adequações, haverá um maior acompanhamento das aulas pelos alunos.
Destarte, fica claro que o uso de celular em sala de aula é uma ferramenta de distração. Portanto, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura (MEC) entrar em consenso com as Escolas quanto a não utilização de celulares durante as aulas, de modo que sejam criadas palestras semestralmente, que debatam sobre a necessidade de uma maior conscientização dos alunos sobre os malefícios de tal utilização, a fim de seja implementado um equilíbrio no uso das tecnologias no ambiente escolar, resguardado sua utilização em horários que não tenha aula ou no intervalo. Logo, ter-se-á a justa medida, outrora pregada por Aristóteles.