O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 27/09/2021
No Brasil vigente, majoritariamente, o uso restrito de aparelhos celulares, em sala de aula, é uma realidade, sendo sinônimo de dúvidas quanto ao seu manuseio. Entretanto, sabe-se que, devido a globalização e a intensificação das formas de relacionamento, principalmente no âmbito escolar, os smartphones podem representar algo positivo, visto que colaboram com a facilidade e praticidade dentro de salas de aula. Dessa forma, cabe ao momento estudar como a desigualdade de renda e o uso irresponsável desses aparelhos colaboram para a frente retrógrada e estereotipada de seu uso.
Primeiramente, de acordo com o filme, produzido pela plataforma Netflix, ‘‘Parasita’’, a desigualdade social remete a uma sociedade injusta e baseada nas dificuldades dos oprimidos. Em outras palavras, no contexto estudantil não é diferente, levando em consideração a dificuldade de acesso às tecnologias que irão contribuir com a aprendizagem. Além disso, a falta dessas ferramentas contribuem para a precarização do sistema de ensino, tornando o ensino limitado, representando um problema, pois a facilidade - não somente no estudo regido por professores - e agilidade - principalmente por parte dos jovens que possuem facilidades com a tecnologia - se usada de forma correta, somente tem a positivar e a garantir produtividade durante os anos de preparação escolar.
Em segundo lugar, para o sociólogo Max Horkheimer, representante da Escola de Frankfurt, a mercantilização das mídias culturais se estendem até o contexto escolar. Em outros termos, existe uma corrente muito forte de plataformas de ensinos e métodos que colaboram com o desempenho escolar dos alunos, porém, o uso de redes sociais - Facebook, Twitter, Instagram, entre tantos outros - intensifica o afastamento dos jovens com o estudos - pela perda de foco - e amplia ainda mais a ideia, pejorativa, de que o uso de aparelhos eletrônicos causam mais malefícios do que benefícios, causando ainda mais confusões com uma ferramenta que pode ocasionar um maior interesse e utilidade.
Portanto, a fim de tornar, em sala de aula, o uso de aparelhos celulares uma ferramenta positiva para os estudos, medidas devem ser tomadas. Para tanto, é mister que o Ministério da Educação, juntamente com suas secretarias midiáticas - reconhecidos como as maiores instâncias administrativas no que tange a divulgação e promoção de ações - realizem, por meio de escolas e faculdades públicas, palestras - com cunho informativo - sobre o uso dos smartphones, mostrando suas qualidades e melhores métodos de uso. Para que, por intermédio disso, a mentalidade da população seja mudada para melhor e qualifique o celular como um aliado, aumentando, assim, a produtividade e reduzindo distrações. Feito isso, uma sociedade, para Horkheimer, livre de influências e mais dinamizada com a tecnologia, será alcançada.