O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 27/09/2021
O documentário da Netflix “O dilema das redes”, aborda, de maneira categórica, as perspectivas boas e ruins quanto a utilização de aparelhos tecnológicos pela população, trazendo pontos de vista que demonstram o quão delicado, porém necessário, é debater sobre o tema. Outrossim, fora da tela, é possível perceber que o documentário possui, ao reiterar utilização de redes sociais e smartphones, profundas relações com uma questão muito presente da sociedade atual: O uso do celular em sala de aula. Diante dessa temática, é importante perceber que a idade dos alunos e a necessidade de instrução frente ao uso desses são pilares essenciais que devem ser estudados.
Em primeira análise, entende-se que a idade é um fator biológico que deve limitar a disponibilidade de aparelhos eletrônicos em salas de aula. Nesse viés, cabe ressaltar a premissa da primeira infância, a qual, segundo a biologia, diz que o que for aprendido durante os 6 aos 8 anos de idade será reproduzido incessantemente. Além disso, segundo a OMS - Organização mundial da saúde -, o vício de crianças e jovens, em aparelhos eletrônicos, está intimamente ligado a outros problemas físicos e mentais, e, por esse fator, o órgão adverte cuidado em seu uso. Desse modo, fica claro que existem obstáculos para que se utilize de celulares em sala de aula, haja vista que esses, durante a primeira infância, podem incentivar o vício e outros tipos de comportamentos. Em suma, correlatando-se os dados, torna-se evidente que um limite deve ser imposto, conquanto isso não é impeditivo na temática.
Ademais, é possível relatar que, sem o conhecimento necessário, todo o debate na questão pode ser ineficaz para a disponibilidade de celulares como ferramenta de aprendizado. Segundo Steve Jobs, criador da Apple, as tecnologias vem para colaborar e agregar no dia a dia populacional, mas, sem muita cautela, pode substituir princípios básicos do ser humano. Portanto, é passível de compreensão que há uma necessidade em instruir os jovens que forem utilizar de artifícios eletrônicos nas salas de aula, uma vez que, segundo Jobs, é exigida muita atenção frente a tão poderosa ferramenta. Em conclusão, aparenta-se que, respeitando os limites necessários e tendo o conhecimento na problemática, não há problema para o aproveitamento de smartphones em sala de aula.
Destarte, em vista dos fatos supracitados, é notória a necessidade de intervenção. A fim de possibilitar a aplicação de celulares como ferramentas de aprendizagem em salas de aula, urge ao Ministério da Educação e da Cultura promover, por meio de escolas e centros de ensino, programas educacionais que instruam os jovens a utilizar, de maneira correta, os eletrônicos. Isso pode ocorrer, por exemplo, com ajuda de profissionais tanto na área socioeducacional quanto na biológica. Dessa forma, espera-se que o Brasil aproveite mais os lados positivos que o documentário “O dilema das redes” traz.