O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 30/09/2021

No século XV a invenção da imprensa foi um marco para a disseminação do conhecimento no mundo moderno, haja vista que a produção de textos e livros eram feitos manualmente, o que restringia a população do conhecimento. De mesmo modo se dá nos dias atuais, visto que, com a evolução da tecnologia, os celulares se tornaram o livro da idade contemporânea. No entanto, tal ferramenta é subestimada pelos educadores tradicionais brasileiros, fruto de uma educação retrógrada e conteudista que limita o conhecimento dos estudantes, assim como a desigualdade que limita o acesso à internet e aparelhos eletrônicos. Desse modo, é necessário que os métodos utilizados nas escolas sejam revistos e que os alunos possam adquir conhecimentos de maneira integrada e eficiente.

Em primeira instância, tem-se o modelo educacional vigente como deficitário. Sobre isso, o educador brasileiro Paulo Freire afirma que o Brasil tem muito o que melhorar no âmbito da educação, pois essa ainda é pautada no depósito de informações, a qual é ineficiente e rasa ao não contribuir para o desenvolvimento indivual e crítico dos indivíduos. Então, fica evidente que novos métodos precisam ser introduzidos na escolas, assim como o uso da internet e celulares, o que tornaria a educação mais atrativa e consistente ao fornecer informações atualizadas e jogos educativos que contribuem para a fixação de conhecimentos. Mas, para isso, o Estado deve reconhecer a necessidade de tal mudança e agir para um ensino de qualidade à população.

Além disso, a desigualdade que assola a população brasileira é um fator segregante da educação. Nesse sentido, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) expõe que os estados brasileiros possuem desigualdade em relação à educação, sendo esse o maior problema atualmente. Dessa forma, o uso do aparelhos eletrônicos nas salar de aulas não iria abrager todos os alunos, contribuindo ainda mais para a desigualdade educacional existente, os celulares, então, passariam de uma ferramenta de produtividade apenas para uma minoria. Por isso, se a introdução desses aparelhos for permitida, é importante que seja para todos os estudantes.

Diante disso, para que o uso do celular seja uma realidade no sistema educacional brasileiro, o Ministério da Educação, responsável pela elaboração e execução do modelo de educação vigente, deve investir em uma reforma no ensino, de modo que métodos mais eficazes de estudo sejam incorporados junto ao uso dos celulares, assim como a instrução dos professores para a prática desses métodos. Além disso, o Estado deve fornecer aparelhos tecnológicos para todas as escolas utilizarem como ferramenta de estudo com os alunos. Assim, com a utilização de novos métodos de aprendizado nas escolas, é esperado uma melhora na qualidade do ensino brasileiro no IDEB.