O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 01/10/2021

A 2ª Revolução Industrial foi responsável por memoráveis inovações tecnológicas, que foram criadas para auxiliar e facilitar a vida do homem. De certo, esse papel é cumprido até hoje. Porém, em alguns âmbitos, como o escolar, se a tecnologia for utilizada de forma inadequada ou ser proibida, não será possível cumprir sua função básica: coadjuvar na aprendizagem dos jovens.

Em primeiro plano, é importante lembrar que a tecnologia é capaz de mover o mundo, como disse o fundador da Apple, Steve Jobs. Contudo, precisa ser usada da forma correta. Os professores devem ser capazes de monitorar o uso do celular para que seja usado somente quando for necessário fazer pesquisas e buscas, que irão facilitar e dinamizar o aprendizado, visto que sem monitoramento, poderá causar distrações.

Além disso, proibir o uso do celular em sala de aula também não é a solução, ao passo que isso só intensificará mais o desejo de acessar o aparelho. De acordo com dados da Agencia Brasil, 69% dos jovens confessam usar o celular nas escolas, mesmo que seja proibido em 80% delas. Ou seja, proibir não impede o uso e esses dados só aumentarão com o tempo, uma vez que a tecnologia veio para ficar, sendo assim, é melhor usá-la como aliada.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação criar estratégias e dicas aos professores brasileiros de como utilizar o celular em salas de aulas como coadjuvante na aprendizagem. Isso pode ser feito por meio de palestras ou na prática, com o objetivo de acabar com o tabu sobre o uso do dispositivo nas aulas e também, dinamizar a aprendizagem dos jovens. Somente assim, o celular será um aliado e beneficiador na educação da sociedade verde-amarela.