O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?

Enviada em 03/10/2021

A música “Another brick in the wall”, dos final dos anos 70, da banda Pink Floyd, faz crítica à instituição escolar por ser conservadora e formar alunos como se fossem robôs, sem opinião própria. Fora do cenário musical, percebe-se a necessidade de discutir o uso do celular em sala de aula uma vez que ele pode ser usado como ferramenta de aprendizagem ou de distração. Diante disso, vale ressaltar a hodierna formação educacional e o papel do Estado nesse contexto.

Primeiramente, enfatiza-se as dificuldades do sistema de ensino no Brasil no que diz respeito ao uso do celular em sala de aula. Isso porque a educação vigente é arcaica e não acompanha as inovações tecnológicas no sentido de incluí-las no cotidiano dos alunos e professores. A esse respeito, o filósofo Imannuel Kant afirmava que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Entretanto, é precária a situação dos estudantes já que a escola não disponibiliza oportunidades ampliadas de conhecimento com o aprendizado aliado à tecnologia.

Ademais, destaca-se a função estatal no que tange ao uso do celular em sala de aula. Sobre isso, o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau dizia ser o povo o verdadeiro detentor de soberania, no qual o governante era apenas um funcionário. Nesse sentido, o uso de ferramentas como celulares no aprendizado escolar seria de extrema relevância, sobretudo, se condições estruturais favoráveis fossem ofertadas pelo Estado. Nesse viés, enquanto não houver investimento suficiente e a educação não for prioridade o celular será usado apenas como distração pelos alunos.

Portanto, faz-se necessário que medidas sejam tomadas. Nesse panorama, cabe ao Ministério da Educação promover formações para os professores quanto ao uso de celular na sala de aula, a fim de torná-los capazes de aliar o ensino à tecnologia. Isso pode ser feito por meio da orientação psicopedagógica e de profissionais como técnicos de informática, com o objetivo de possibilitar o manuseio adequado na sala de aula. Além disso, cabe ao Ministério da Economia destinar investimentos para instalação de internet de qualidade e compra de aparelhos para quem não possui. Dessa forma, a realidade retratada na canção será distante do Brasil.