O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 13/10/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, por mais que o uso do celular em sala de aula seja importante para complementar as atividades acadêmicas, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que a má utilização pode prejudicar no aprendizado. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de planejamento adequado, bem como a ineficiência do monitoramento docente ao corpo estudantil acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, durante o século XX, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, houve o desenvolvimento do aparelho móvel e da internet. Diante disso, o celular facilitou a comunicação e o conhecimento das pessoas. Em consonância à realidade, a utilização pode explorar recursos que somente o material didático não seria capaz de oferecer, possibilitando a inovação da criatividade e a manutenção da informação. No entanto, para que isso ocorra é preciso que as escolas sejam planejadas, para que o uso do telefone seja disponível em horários definidos e sob orientações, como forma de garantir o cuidado com o bem-estar social.
Sob um segundo enfoque, de acordo com a Escola de Frankfurt, em 1924, diz respeito a uma tradição de vários pensadores intelectuais que determinavam que a razão atua como instrumento de dominação. Desse modo, percebe-se como o celular pode potencializar os interesses individuais, seja para o bem ou para o mal. Em virtude disso, é preciso que os professores monitorem o uso frequente pelos estudantes, para que seja evitado problemas futuros, como conhecimento superficial e falta de atenção. Por isso, o governo deve implementar medidas que favoreça a utilização dos recursos de forma correta.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por professores, para que seja avaliado nas escolas o grau de informalidade acometido pelo uso do celular, como forma de monitorar o quão bem isso pode ser, a fim de garantir o desenvolvimento intelectual dos estudantes. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.