O uso do celular em sala de aula: ferramenta de aprendizagem ou de distração?
Enviada em 19/10/2021
Em 1988, representantes do povo-reunidos em Assembleia Nacional Constituinte-, instituíram um Estado Democrático, a fim de assegurar a educação como um dos valores supremos de uma sociedade fraterna. Todavia, o uso excessivo e despreparado de celulares ameaça esse valor nacional, em especial no que concerne aos efeitos físicos do uso da internet e à vulnerabilidade juvenil. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
À vista desse cenário, enquanto o uso desmedido de celulares se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais cruéis formas de violência: confusão comportamental. Sob esta ótica iminente, a presença e uso constante de smatphones provoca um fenômeno conhecido como “Brain drain”, no qual a memória, fluidez cognitiva e atenção são reduzidos. Nessa lógica, a função inicial do celular é subvertida, uma vez que apenas a proximidade com o aparelho causa essa drenagem do uso do cérebro, que reduz o rendimento e absorção dos estudos, tornando os alunos incapazes de produzir e aprender em sala. Destarte, é medular incentivar o minimalismo digital na aula e em casa, para promover a manutenção do bem-estar mental.
Outrossim, os estudantes não possuem discernimento para fazer uso correto do aparelho. Consoante a isso, o Pai da Psicanálise Freud determinou a existência de três instâncias psíquicas, as quais ainda estão em formação durante a infância e adolescência. De maneira análoga, esses estudantes são, como denunciado por Freud, um grupo hipossuficiente, já que ainda não possuem condições emocionais e racionais para determinar o melhor uso de aparelhos eletrônicos, sendo então vulneráveis a eles por não possuírem o senso crítico que possibilita uma escolha consciente e não impulsiva. Dessarte, revela-se a imprescindibilidade de auxiliar no uso de celulares pelos jovens.
Portanto, com o fito de garantir um equilíbrio no uso de celulares, as escolas, responsáveis pela formação do pensamento crítico, devem incentivar o minimalismo digital, por intermédio de proibições de aparelhos externos em aula e palestras que orientem sobre o uso controlado do aparelho. Seria abordado os efeitos do uso excessivo de internet e a importância de administrar o seu tempo de uso. Assim, o aparelho seria realmente usado como ferramenta na construção do conhecimento e auxiliaria na aprendizagem.